A demora na liberação das licitações dos terminais portuários
públicos tem feito o Brasil perder investimentos para outros países,
que antes estavam programados para cá. Uma relação com 160 áreas dentro dos portos
administrados por estatais são promessa do governo desde 2012
para serem colocadas em leilão.
A APM Terminals, uma das interessadas que aguarda liberação, tem
aprovado um plano de investimentos até 2017 de quase R$ 10 bi para
investir na América Latina. Na previsão, estão terminais no Brasil,
principalmente de contêineres, nas regiões Norte e Nordeste do país.
Enquanto não se resolve a situação no Brasil, a companhia faz aquisições em outras regiões das
Américas, como no México, onde estão sendo aplicados US$ 900 milhões em
um novo terminal para o transporte de contêineres em Michoacán.
A empresa também assinou contrato para um novo
terminal em Cartagena, Colômbia, no valor de US$ 200 milhões. Além disso, esse mês foi anunciada a compra pela APM do Espanhol
Grup Martim TCB, que tem participação em dez terminais na América
Latina.
O atraso nos leilões, segundo a SEP (Secretaria Especial de Portos),
se deve às recomendações do TCU (Tribunal de Contas da União) e também
para que fosse possível racionalizar o formato das concorrências.
Os
leilões que estavam mais adiantados, o grupo de 29 áreas em Santos e
Belém, tiveram que se reestudados. Para as 160 áreas, os primeiros
estudos ainda estão sendo feitos. A previsão é que os investimentos
cheguem a R$ 12 bi para ampliação dessas áreas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário