terça-feira, 15 de setembro de 2015

Deputado Afonso Motta é citado nas investigações da PF sobre esquema de corrupão no Carf

         O deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) foi citado nas investigações da Polícia Federal sobre o esquema de corrupção no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda. O seu nome apareceu no inquérito aberto para apurar as suspeitas de participação do grupo de comunicação RBS, do qual o deputado foi vice-presidente jurídico e institucional até se desligar em 2009 para concorrer à Câmara Federal. 
         Por ter foro privilegiado, Motta só pode ser investigado com autorização do STF (Supremo Tribunal Federal). A PGR (Procuradoria-Geral da República) vai analisar o material coletado pela PF e decidir se pedirá ou não abertura de inquérito. Além do deputado, a investigação da PF sobre a atuação da RBS junto ao Carf, também citou no mesmo inquérito o ministro do TCU Augusto Nardes, que é o relator do processo em que estão sendo julgadas as contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff. 
          A PF não informou quais são os indícios de participação de Nardes e Afonso Motta no esquema. Os dois negaram que tenham atuado em qualquer tipo de ilegalidade constatada no Carf. A RBS, também, divulgou nota negando as irregularidades. As fraudes foram descobertas a partir da Operação Zelotes, deflagrada pela PF em abril. O Carf funciona como um tribunal administrativo, responsável por julgar recursos de empresas autuadas pela Receita Federal. 
         Segundo as investigações, conselheiros recebiam propina para votar em favor de redução e, em alguns casos, do perdão das dívidas dos grupos empresariais que os corrompiam. O contato, na maioria dos casos, era feito por intermediários, por meio de lobistas, escritórios de contabilidade ou de advocacia eram responsáveis por cooptar empresas dispostas a pagar propina a conselheiros do esquema, em troca de influência nos resultados dos processos.  
      

Nenhum comentário:

Postar um comentário