terça-feira, 15 de setembro de 2015

Governo Federal espera atrair R$ 66 bilhões em investimentos em concessões de rodovias

         O setor rodoviário nacional já conta com mais de 50 concessionárias operando, que injetaram R$ 16 bilhões nos últimos 15 anos. O governo federal quer mais e anunciou recentemente que espera atrair investimentos da ordem de R$ 66 bilhões em concessões de rodoviárias Com uma extensão de 1,8 milhões de quilômetros de estradas, o Brasil tem hoje cerca de 10 mil quilômetros de rodovias concedidas.
        Nos próximos anos o governo espera aumentar esse número em 70%, totalizando 17 mil quilômetros de estradas sob a supervisão privada, ampliando ainda mais o potencial do mercado. A previsão é que 16 trechos sejam leiloados para as empresas entre 2015 e 2016. Os planos fazem parte da nova etapa do PIL (Programa de Investimento em Logística), que dará continuidade ao processo de modernização da infraestrutura de transportes do País e prevê investimentos da ordem de R$ 198,4 bilhões entre 2015 e 2018 para obras em portos, ferrovias, aeroportos e rodovias.
        O diretor da FTI Consulting, Sandro Cunha, disse que esse cenário aumenta a importância de se conhecer os riscos e quais estratégias devem ser adotadas, principalmente, num ano de bastante movimentação para o setor. Para ele, mesmo com todos esforços mencionados, o Brasil está longe de apresentar uma posição de liderança quando o assunto é sua malha viária. “Atualmente, em torno de 12% das rodovias são pavimentadas e a maior parte concentrada na região centro-sul, sendo que o Brasil é o país de maior dependência desse modal de transporte quando comparado com as 20 maiores economias do mundo”, comparou.
        O Brasil conta atualmente com apenas 220 mil km das rodovias pavimentadas. “Para efeitos de comparação, os Estados Unidos possuem mais de 4,2 milhões de km de estradas pavimentadas”, afirmou Claudio Graeff, Senior diretor sênior da FTI Consulting. Segundo ele, há muito o que ser explorado na indústria rodoviária brasileira, e ao mesmo tempo, considerando o modelo de concessões, as empresas não possuem espaço para erros em seus projetos.

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