O setor rodoviário nacional já conta com mais de
50 concessionárias operando, que injetaram R$ 16 bilhões nos últimos
15 anos. O governo federal quer mais e anunciou recentemente que
espera atrair investimentos da ordem de R$ 66 bilhões em concessões de
rodoviárias Com uma extensão de 1,8 milhões de quilômetros de estradas, o Brasil
tem hoje cerca de 10 mil quilômetros de rodovias concedidas.
Nos
próximos anos o governo espera aumentar esse número em 70%, totalizando
17 mil quilômetros de estradas sob a supervisão privada, ampliando
ainda mais o potencial do mercado. A previsão é que 16 trechos sejam
leiloados para as empresas entre 2015 e 2016. Os planos fazem parte da nova etapa do PIL (Programa de Investimento
em Logística), que dará continuidade ao processo de modernização da
infraestrutura de transportes do País e prevê investimentos da ordem de
R$ 198,4 bilhões entre 2015 e 2018 para obras em portos, ferrovias,
aeroportos e rodovias.
O diretor da FTI Consulting, Sandro Cunha, disse que esse cenário
aumenta a importância de se conhecer os riscos e quais estratégias devem
ser adotadas, principalmente, num ano de bastante movimentação para o
setor. Para ele, mesmo com todos esforços mencionados, o Brasil está
longe de apresentar uma posição de liderança quando o assunto é sua
malha viária. “Atualmente, em torno de 12% das rodovias são pavimentadas
e a maior parte concentrada na região centro-sul, sendo que o Brasil é o
país de maior dependência desse modal de transporte quando comparado
com as 20 maiores economias do mundo”, comparou.
O Brasil conta atualmente com apenas 220 mil km das rodovias
pavimentadas. “Para efeitos de comparação, os Estados Unidos possuem
mais de 4,2 milhões de km de estradas pavimentadas”, afirmou Claudio
Graeff, Senior diretor sênior da FTI Consulting. Segundo ele, há muito o que
ser explorado na indústria rodoviária brasileira, e ao mesmo tempo,
considerando o modelo de concessões, as empresas não possuem espaço para
erros em seus projetos.
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