A redução do Reintegra, programa que
devolve aos exportadores parte de seus custos, pegou o setor de surpresa
e deve dificultar a expansão das vendas de produtos manufaturados ao
exterior. A avaliação foi feita pelo presidente da AEB (Associação de Comércio
Exterior do Brasil), José Augusto de Castro.
"Com essa medida, o
governo sinaliza que as exportações de manufaturados, mais dependentes
de medidas de apoio como o Reintegra, não são tão importantes", disse. A
principal reclamação do setor exportador é a falta de previsibilidade.
"A dificuldade é saber o que vem amanhã. Os contratos para exportações
de manufaturados são fechados para um, dois ou três anos. Não temos
nenhuma segurança do que vai acontecer nos próximos anos", criticou Castro.
Em
fevereiro deste ano, o governo já havia reduzido a alíquota do
Reintegra de 3% para 1%. Nesta segunda-feira (14), o governo anunciou
redução da alíquota para 0,1% em 2016, considerada "simbólica" pelo
setor. A medida vai proporcionar uma economia de US$ 2 bilhões ao governo federal.
Além
do menor benefício, Castro lembrou que os exportadores também
enfrentarão aumento de custos, devido à perda do grau de investimento do
Brasil e dos principais bancos brasileiros pela agência de
classificação de risco Standard & Poor's. "O custo do financiamento
das exportações vai subir, e a nossa competitividade está diminuindo,"lamentou.
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