segunda-feira, 18 de março de 2019

Presidente viaja para os Estados Unidos para encontro com Trump na terça-feira


          O presidente da República, Jair Bolsonaro, viajou para os Estados Unidos neste domingo, 17. O avião presidencial decolou da Base Aérea de Brasília às e chegou 8h e chegou às 16h, na Base Aérea de Andrews, em Washington. Ele ficará hospedado na Blair House, palácio que faz parte do complexo da Casa Branca. O presidente está acompanhado de seis ministros.
          Bolsonaro e o presidente norte-americano Donald Trump devem assinar na próxima terça-feira (19) o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre o Brasil e os Estados Unidos. A medida vai permitir o uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara, no Maranhão. Estima-se que, em todo o mundo, ocorra uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano.
          A Base de Alcântara é reconhecida internacionalmente como ponto estratégico para o lançamento de foguetes, por estar localizada em latitude privilegiada na zona equatorial, o que permite uso máximo da rotação da Terra para impulsionar os lançamentos. Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), o uso da base brasileira pode significar uma redução de 30% na utilização de combustível, em comparação a outros locais de lançamentos em latitudes mais elevadas.
          A comitiva brasileira é integrada pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Tereza Cristina (Agricultura) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). Viajou também o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

Porto de Paranaguá faz 84 anos mantendo desempenho positivo


          O Porto de Paranaguá comemorou neste domingo (17) o 84º aniversário, mantendo o desempenho que o coloca entre os portos mais importantes da América Latina e o segundo maior do Brasil. A APPA (Administração dos Portos do Paraná) afirmou que o desafio para o futuro é melhorar a relação com a comunidade e contribuir ainda mais para o desenvolvimento do litoral do Estado.
         Saudando os trabalhadores, operadores, prestadores de serviços e a diretoria do Porto de Paranaguá, o governador Carlos Massa Ratinho Júnior disse na sexta-feira (13) que o Porto é o Paraná. “Sem o Porto de Paranaguá o Estado não seria o que é. É muito importante que, com esses 84 anos de história, o Porto continue se desenvolvendo, inovando e melhorando cada dia mais a sua eficiência porque isso melhora, automaticamente, a vida de muita gente”, afirmou o governador.
          Para o diretor-presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os 84 anos são comemorados com muita pujança. “Nossa missão é continuar em desenvolvimento, contribuindo, principalmente, para o crescimento do município e de todo o Litoral. Neste aniversário, reafirmamos nosso desejo de que o Porto continue sendo indutor de desenvolvimento de toda a região”, destacou.
          Entre os projetos de atenção à região para este ano, Garcia destaca a criação de um fundo de compensação, que permita desenvolver e minimizar os impactos da atividade portuária nos municípios dos portos. Segundo ele, o setor jurídico da empresa já avalia a possibilidade, e uma ideia inicial foi apresentada ao Governo Federal para aprovação da Secretaria Nacional de Portos.
          “Independentemente deste fundo, estamos focados na tarefa de zelar mais por Paranaguá e Antonina, que são as cidades mais afetadas pelo porto. Neste e nos próximos anos, queremos contribuir para melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou o diretor-presidente.
          O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, disse que os principais agentes construtores da história do Porto de Paranaguá são os trabalhadores. “Além de cartão postal, é orgulho dos paranaenses. Esse sucesso é construído pelo trabalho de cada trabalhador, de cada portuário, que se dedica para que o porto continue orgulhando o Estado”, afirmou o secretário.
         No quadro, atualmente, são cerca de 500 funcionários. Segundo o registro do Departamento de Recursos Humanos dos Portos do Paraná, o funcionário com mais tempo de casa é Jacimir Passos, que completa 70 anos em maio.
          Admitido no dia 4 de abril de 1964, no próximo mês ele completa 55 anos de trabalho no Porto de Paranaguá. Entrou como auxiliar administrativo e já passou por diversos setores. Há 30 anos, é conferente de capatazia. Hoje, trabalha nas balanças dos Silos Públicos. “São muitas histórias, diversos superintendentes. O Porto é minha casa. Tenho muito orgulho de trabalhar aqui. Não fosse minha idade, não pararia”. Entre funcionários próprios, operadores portuários, prestadores de serviços e trabalhadores avulsos, são mais de 4 mil trabalhadores acessando as áreas do Porto de Paranaguá diariamente.
          Segundo o Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalhador Portuário Avulso do Porto Organizado de Paranaguá (OGMO), são 2.387 trabalhadores avulsos. Em média, são 880 trabalhadores escalados diariamente para as operações portuárias em Paranaguá. A principal categoria é a estiva, que, sozinha, é composta de 1.121 trabalhadores.
          Em mensagem especial pelo aniversário, o secretário Nacional de Portos, Diogo Piloni se refere ao Porto de Paranaguá como um colosso que movimenta mais de 53 milhões de toneladas de carga. “Paranaguá é o segundo maior porto do país, o primeiro considerando o agronegócio. A nossa expectativa, da parte do Governo Federal, é apoiar o crescimento desse porto para que continue ocupando seu espaço na economia e no setor portuário nacional”, diz Piloni.


Governo vai leiloar seis terminais portuários no Pará em abril


          O próximo passo do Governo Federal, depois do leilão de concessão de 12 aeroportos (realizado na semana passada) e da Ferrovia Norte-Sul (ainda em março) será conceder à iniciativa privada a exploração de cinco áreas portuárias em Belém e uma em Vila do Conde, no Pará. O leilão, marcado para o dia 5 de abril, na Bolsa de Valores de São Paulo, prevê investimentos de R$ 430 milhões nas seis áreas.
          As seis áreas são destinadas à movimentação e armazenagem de granéis líquidos (combustíveis). Segundo o Ministério da Infraestrutura, o valor mínimo de outorga começará em R$ 1. A medida, segundo a pasta, visa a assegurar o maior percentual de investimento e não a geração de caixa para a União.
          O ministério aposta que, com o leilão, haverá maior competitividade e melhoria na logística de abastecimento de combustíveis na Região Norte do país. “Essa parceria será fundamental para o desenvolvimento e a competitividade do setor portuário do país”, avalia o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.
          Os investimentos nas cinco áreas do Porto de Belém devem totalizar R$ 304,3 milhões. Em três áreas, os contratos para a movimentação e armazenamento de granéis líquidos têm duração de 15 anos, podendo ser prorrogados por igual período. Nas duas restantes, o prazo é de 20 anos, também prorrogáveis por igual período.
          Já em Vila do Conde, o contrato de arrendamento do terminal é de 25 anos, prorrogável por 25. A previsão de investimento é de R$ 126,3 milhões. Com a ampliação, a movimentação de granéis líquidos será ampliada em 4 milhões toneladas/ano.

Mapa coordenará Missão Tecnológica de cooperativas do Mercosul a Israel


          O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), vai coordenar Missão Técnica das Cooperativas do Mercosul a Israel, a ser realizada em novembro. Além de visitas para conhecer tecnologias utilizadas no país e participar da feira de alimentos Israfood, o grupo vai explorar o setor leiteiro visando à elaboração de estratégias que estimulem a exportação de leite para além do bloco econômico formado pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
          A decisão foi acertada durante reunião, na manhã da última quarta-feira,13, (e divulgada no sábado, 16), em Buenos Aires, entre o secretário de Agricultura Familiar, Fernando Schwanke, o presidente do Instituto Nacional de Associativismo e Economia Social da Argentina (Inaes), Marcelo Collomb, e o diretor da organização, Eduardo Fontenla.
          Schwanke explica que a ação é importante para abrir novas possibilidades de mercado. “No ano passado, já houve missão para África do Sul, com a visão dos lácteos, e a ideia agora é trabalhar em conjunto com Israel para buscar novos mercados”.
          O cultivo de erva mate foi outro tema do encontro. “A Argentina é uma grande produtora de mate na região de Misiones e o Sul do Brasil também. Vamos colocar a Embrapa em contato com o Instituto Nacional de Pesquisas da Erva Mate da Argentina para que sejam parceiras na busca por alternativas de produção de valor agregado”, afirma o secretário.
          Para realizar um intercâmbio de experiências e debater políticas de fortalecimento do pequeno e médio agricultor, Fernando Schwanke realizou viagem oficial na Argentina. O secretário participou de reuniões em Bueno Aires, acompanhado da gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Fabíola Motta.
Ministério de Agroindústria
          Schwanke se reuniu com o secretário de Agricultura Familiar do Ministério de Agroindústria da Argentina, Santiago Hardie, e com o secretário técnico da Reunião Especializada da Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf), Lautaro Viscay, para debater prioridades e propostas de atividades para este ano.
          A cada seis meses, um país responde pela presidência pro tempore da Reaf como forma de garantir o equilíbrio entre os países que formam o bloco. “Essa foi uma das pautas da reunião. A presidência, que está à cargo da Argentina neste primeiro semestre, será transferida ao Brasil durante encontro que acontecerá entre os dias 11 e 13 de junho, em Buenos Aires”, conta o Schwanke.
          No evento, o Brasil apresentará projeto de inspeção sanitária para as agroindústrias familiares. “É um tema importante de acesso a mercados para pequenos e médios agricultores. Também serão debatidos pontos relacionados a alianças produtivas, cadeias curtas e a nova ruralidade”, adianta o secretário.
          A última reunião aconteceu na Confederação Intercooperativa Agropecuária da Argentina (Coninagro), com o presidente Carlos Iannizzotto. “Repassamos toda nossa previsão de programação, para que nos auxiliem, junto à OCB, na organização das missões, visitas e reuniões técnicas que acontecerão neste ano. O setor será um grande parceiro na organização das ações”.
          Na avaliação de Fernando Schwanke, as reuniões foram positivas por mostrarem alinhamento de ideias entre Argentina e Brasil com o objetivo de trabalharem juntos para alavancar a agricultura familiar dos países.

 

sexta-feira, 15 de março de 2019

Reunião em Rio Grande discute fortalecimento da indústria naval gaúcha



       Uma reunião no Centro Administrativo Fernando Ferrari esta semana tratou do fortalecimento da indústria naval gaúcha. Participaram o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, o secretário de Governança, Claudio Gastal,  o superintendente dos Portos do Rio Grande do Sul, Fernando Estima juntamente com outras autoridades e lideranças do setor.
           “Estamos montando um grupo de trabalho que irá estudar as alternativas para esses parques industriais metal mecânicos da indústria naval que possuímos no Estado, sejam com futuros contratos com a Petrobrás ou de outros clientes. A Superintendência, através de seu superintendente, irá coordenar esse grupo”, explica Fernando Estima.
        Estavam presentes representantes do EBR e do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval. O grupo realizará um estudo sobre o tema para apresentar ao secretário Costella. “Apresentaremos esse estudo à pasta e depois levaremos ao Governador Eduardo Leite para que possamos retomar uma política pública para o desenvolvimento desse nicho industrial”, salienta o superintendente.
         Segundo o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, "é importante que o estado esteja inserido nesse processo. A construção de atividades integradas é necessária para que possamos dividir e estabelecer as nossas ações", frisou. O superintendente Estima concluiu dizendo que "a indústria naval precisa se unir. Afinal, o setor conta com potencial econômico elevado, de suma importância para a sociedade".
          Para o vice-presidente do Sinaval, Sergio Bacci, o diálogo oportuniza a elaboração de medidas eficazes para o Rio Grande do Sul. "Os estaleiros representam um mercado que existe no Brasil inteiro. A indústria naval gera renda e, por isso, o seu fortalecimento é crucial para o estado", finalizou. Também estiveram presentes o secretário-adjunto de Logística e Transportes, Eduardo Krause; o secretário-adjunto do Meio Ambiente e Infraestrutura, Paulo Pereira; o deputado estadual Fábio Branco, o diretor da EBR Carlos Rodrigues, os advogados Vinicius Biffignandi e Rodrigo Schwez e o representante da Comercial-EBR, Luiz Felipe Camargo.