sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Empresários suecos estudam importação de madeira a partir do Porto de Imbituba

          Um grupo de investidores suecos visitou o Porto de Imbituba nesta semana para verificar a possibilidade de iniciar a importação de madeira a partir do complexo sul catarinense. Caso o acordo seja efetivado, o terminal passará a enviar um navio de madeira a cada 45 dias para a Escandinávia.
           Representantes da Autoridade Portuária e da empresa Serra Morena guiaram a visita. O diretor administrativo, comercial e financeiro da SCPar Porto de Imbituba, Paulo César Dagostin, destacou durante o encontro que a operação de madeira vem se intensificando no terminal desde 2018, quando o primeiro navio break bulk carregado com toras de pinus e eucalipto embarcou rumo à China.
           No ano passado, o porto exportou aproximadamente 67 mil toneladas do produto. “A capacidade de operar todos os tipos de carga sem interrupções devido ao mau tempo, a qualidade do acesso marítimo e a ampla área de armazenagem são alguns dos diferenciais que buscamos transmitir aos empresários. O Porto de Imbituba está preparado para alavancar a operação de cargas, e é com esse objetivo que temos atuado junto aos potenciais clientes”, salientou Dagostin.

Ministro da Economia diz que Brasil quer diversificar vendas para a china


          O embaixador da China, Yang Wanming, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, conversaram nesta quinta-feira, 17, em Brasília, sobre possibilidades de diversificação da pauta comercial entre os dois países. Segundo negociadores, Guedes disse que pretende fechar mais parcerias bilaterais, principalmente na área de tecnologia, com o principal destino das mercadorias brasileiras.
          O Ministério da Economia revelou que Guedes reafirmou a disposição do Brasil de fazer negócios com o maior número possível de países, sem viés ideológico. Conforme a fonte do ministério, a orientação está em linha com os discursos de posse do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional e no parlatório do Palácio do Planalto, em 1º de janeiro.
          A fonte do Ministério informou ainda que o governo preservará o pragmatismo econômico em meio à “nova filiação brasileira de ver o modo de civilização ocidental”. A pasta não pretende deixar de fechar parcerias bilaterais por causa de questões ideológicas, declarou a fonte.
          A equipe econômica quer diversificar as exportações, estimulando a venda de produtos de maior valor agregado para o mercado chinês e diminuindo a participação das commodities (bens primários com cotação internacional). No ano passado, o Brasil exportou US$ 64,2 bilhões para a China (26,8% do total vendido para o exterior) e importou US$ 34,7 bilhões (19,2% do total). Os principais produtos vendidos para o país asiático foram soja em grão, petróleo bruto e minério de ferro.
          Em contrapartida, as importações brasileiras da China concentraram-se em produtos manufaturados e em bens de capital, como plataformas de perfuração ou de exploração de minérios. Em relação à decisão da União Europeia (UE) de impor restrições a produtos de aço brasileiro, os negociadores do país atuam para propor que a questão seja debatida com a Comissão Europeia (braço executivo da UE). Por enquanto, o governo brasileiro não pretende questionar a decisão na Organização Mundial do Comércio (OMC) e preferirá esperar uma resposta das autoridades europeias.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Mercosul examina permissão para que países façam acordos fora do bloco


          Os governos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, países que integram o Mercosul, devem iniciar uma série de conversas para debater reformas internas e externas do bloco, que incluem medidas de desburocratização, redução da Tarifa Externa Comum (TEC) e, no futuro, a permissão para que os governos possam fazer acordos bilaterais com outras nações que não fazem parte do grupo econômico.
          Os negociadores do bloco analisam a alternativa de acordos individuais e flexibilização de regras. Pelas normas atuais, os países do Mercosul não podem estabelecer acordos individuais com outras nações que comprometam as taxas de importação e exportação pactuadas pelo bloco.
          O tema não é novo, pois foi abordado em 2016, no início do governo de Michel Temer, mas deve ganhar corpo na nova gestão em meio ao desejo declarado do presidente Jair Bolsonaro de ampliar o acesso a outros mercados externos para os produtos brasileiros.
          No encontro desta quarta-feira (16), entre os presidentes do Brasil e da Argentina, Jair Bolsonaro e Mauricio Macri (foto), o assunto foi tratado nas reuniões. Até junho, a Argentina exerce a presidência rotativa do Mercosul, depois entregará o comando para o Brasil.
          Apesar da intenção de permitir acordos fora do Mercosul, o que deve ser amadurecida no médio prazo, o governo brasileiro está empenhado em continuar negociando dentro do bloco os acordos mais promissores em andamento. Na lista de prioridades, há pelo menos três negociações mais adiantadas: o acordos de comércio do Mercosul com a União Europeia, com o Canadá e com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta), formada por Suíça, Islândia, Noruega e Liechtenstein.
          Outros acordos, como o da Coreia do Sul e o de Cingapura, também estão no radar do Mercosul para o próximo período. Não há prazo para conclusão das negociações, mas há expectativa de que algo concreto sobre algumas das iniciativas seja anunciado até o fim deste ano.
          No plano interno, estaria mais adiantada a ideia de revisão da TEC do Mercosul. A TEC é a alíquota do imposto de importação, cobrada igualmente pelos países integrantes do bloco. O valor é padronizado de acordo com cada item comercializado, que tem uma classificação comum entre os países. O objetivo, segundo integrantes do governo federal, é que a TEC seja "simplificada e reduzida".
          Na declaração conjunta que fez ao lado de Maurício Macri, nesta quarta-feira, em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro falou em aperfeiçoar o bloco e citou a necessidade de redução de barreiras e eliminação de burocracias. Na prática, o objetivo é seguir o trabalho de convergência regulatória entre os países e redução de barreiras sanitárias, com foco na liberalização comercial.
         Durante o encontro Bolsonaro destacou a intenção de "enxugar" o Mercosul. Segundo negociadores do bloco, será realizado um mapeamento sobre os órgãos e grupos de trabalho atualmente em funcionamento no bloco, com a perspectiva de reavaliar os trabalhos e, eventualmente, encerrar algumas atividades que não sejam mais consideradas prioritárias pelos governos, reduzindo assim o tamanho da "máquina pública" do Mercosul.

União Europeia impõe restrições às importaçõs de produtos de aço


          A União Europeia decidiu nesta quarta-feira (16) impor restrições sobre as importações de aço brasileiro. Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, a salvaguarda "impactará as exportações brasileiras". A medida deve entrar em vigor no início de fevereiro.
          O governo brasileiro, conforme o Itamaraty, "tem dialogado com a União Europeia com o objetivo de preservar as exportações das empresas nacionais". No momento, estão em andamento consultas entre o Brasil e a União Europeia a respeito do tema.
          O Itamaraty informou que continuará atuando, em conjunto com os demais órgãos de governo federal e com o setor privado, "com todo o empenho na defesa dos interesses dos exportadores brasileiros".
          No ano passado, os Estados Unidos sobretaxaram as importações de aço de outros países. Após gestões do governo, o aço brasileiro ficou fora da medida.

Exportações da indústria gaúcha crescem 22% graças às plataformas de petróleo e gás


          A indústria gaúcha registrou alta de 22% nas exportações do período, com US$ 15,4 bilhões. A alta foi significativamente puxada pelas operações com as plataformas de petróleo e gás P-74 e P-75, que renderam US$ 2,8 bilhões ao setor. Se essas transações foram desconsideradas, no entanto, as vendas para o exterior encerrariam o ano em queda de 0,5%, enquanto as exportações totais teriam expansão de 2,2%. No mesmo período, as exportações totais do Rio Grande do Sul fecharam o ano de 2018 com crescimento de 18,2% em relação a 2017, totalizando US$ 21 bilhões. Em fevereiro, a P-74 saiu do estaleiro da EBR, em São José do Norte, para a área do pré-sal.
          Conforme o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry, o resultado da indústria gaúcha é causado pela conjuntura na América Latina e no agronegócio. "Alguns segmentos importantes da pauta de exportações do Estado foram prejudicados pela crise econômica na Argentina, país que reduziu a demanda por importados de origem gaúcha em 21,5% este ano. Já a indústria de Alimentos, que atualmente tem a maior participação nas exportações do setor secundário, sofre com a diminuição nas vendas para o exterior de carne de frango e suíno", alerta o presidente da instituição, Gilberto Porcello Petry.
          Em nota, a Fiergs aponta que o segmento de Alimentos, responsável por 15,1% do total exportado pelo Estado, é atingido pelos efeitos negativos provenientes da operação Trapaça e dos embargos da Rússia, que reduziram as exportações das carnes nos últimos dois anos.Celulose e papel (78,7%), Coque e derivado do petróleo e de biocombustíveis (207%), Metalurgia (33,1%) e Madeira (9,6%) foram os segmentos que tiveram melhor desempenho no ano. Alimentos (-6,6%), Químicos (-6,9%), Veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,5%) e Materiais elétricos (-31,2%) assinalaram as maiores quedas anuais entre as 24 categorias para as quais houve algum embarque em 2018.
          Os principais destinos dos produtos gaúchos em 2018 foram China (14,2%, atingindo US$ 6,1 bilhões, principalmente soja), Holanda (671,6%, alcançando US$ 1,8 bilhão, valor atípico devido à plataforma de petróleo de US$ 1,5 bilhão) e Argentina (-21,5%, registrando US$ 1,5 bilhão, principalmente em automóveis, caminhonetas e utilitários).
          As importações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 11,3 bilhões em 2018, registrando crescimento de 13,7%. Os produtos mais comprados foram Bens intermediários (+15,8%, totalizando US$ 6,6 bilhões).

APM Terminals Itajaí anuncia novo serviço da PIL para conexão com a Ásia


          Após reconquistar três serviços e dobrar os volumes de contêineres operados em 2018, a APM Terminals Itajaí começa 2019 anunciando a adição de mais uma rota de conexão com a Ásia, desta vez servida pelo armador PIL (Pacific International Lines). O primeiro navio da nova rotação do serviço SSA (Sino South America) sairá do porto de Qingdao, na China, no dia 31 de janeiro, com descarga programada em Itajaí para 12 de março. Shanghai, Ningbo, Shekou e Singapura são outros portos asiáticos servidos pela rota. No total, são 11 navios disponibilizados, com capacidade entre 4,250 e 4,330 teus. O armador CMA CGM é parceiro da PIL neste serviço.
          “Temos trabalhado incansavelmente para um posicionamento comercial ainda mais competitivo na atração de rotas e armadores para o terminal de Itajaí. Superamos desafios por meio da nossa experiência em operação de terminais, com revisão de processos, aplicação de tecnologia, engajamento e alto desempenho dos trabalhadores. Nossa maior missão é continuar servindo o mercado catarinense com excelência, sendo parceiros confiáveis para a indústria e para todos os nossos clientes”, destacou Ricardo Arten, diretor superintendente da APM Terminals Brasil.
           “Iniciar 2019 anunciando a confirmação de mais um serviço com conexão direta entre Ásia e Brasil, desta vez o SSA da PIL, é motivo de muito orgulho e otimismo. Será um ano ainda mais promissor não só para a APM Terminals Itajaí, mas para o desenvolvimento de toda a região”, finalizou Arten. Itajaí já opera uma rota da Ásia, o Neo Asas, servida pelos armadores Maersk Line e Hamburg Sud, que dispõe de duas escalas semanais.
          A conquista do serviço SSA para Itajaí aumenta a oferta de armadores e de prazos de embarque para importadores e exportadores. Os tempos de trânsito reduzidos também são vantajosos. A viagem de Shanghai para Itajaí dura 37 dias. Já de Singapura, são apenas 28 dias para a carga alcançar seu destino em Santa Catarina. “Clientes que tradicionalmente carregam com a PIL, poderão descarregar em Itajaí e dispor de todos os serviços exclusivos que oferecemos por meio do nosso armazém alfandegado, como desova e operação de cargas desconsolidadas, além do benefício da entrega rodoviária, unindo a cadeia porto à porta e atendendo uma crescente demanda do mercado, que é a intermodalidade”, destacou José Bechara, diretor comercial da APM Terminals Brasil.
          No caso das cargas desconsolidadas, importadores que antes desembarcavam com esta linha em outros portos, terão economia operando diretamente em Itajaí, podendo salvar até 3 dias na cadeia de suprimentos do importador. “Essa agilidade, se convertida em custo, impacta também na competitividade das fábricas e dos seus produtos”, completa Bechara.
           A APM Terminals Itajaí atualmente conta com rotas que conectam o terminal à África, América do Norte, América do Sul, Europa, Mediterrâneo e Ásia, além de serviços de cabotagem, operadas por mais de 14 armadores integrados em diferentes consórcios. A proximidade entre o porto e a BR-101, assim como o acesso à BR-470, também fazem de Itajaí o fluxo preferencial para cargas de exportação, especialmente proteína animal (frango e suíno), madeira, celulose e cerâmica. O terminal está localizado no maior e principal pólo logístico de Santa Catarina, cercado por instalações retroportuárias e de apoio, além de ser base de diversas empresas importadoras e exportadoras.