O diretor da Embraport,
Fábio Siccherino, destacou a importância das ferrovias no transporte intermodal. Explicou que quando se olha os
modais que mais crescem no sentido de promover a mudança da matriz de
transporte, o aquaviário e ferroviário são os que mais se destacam. “O
nosso caso, por exemplo, demonstra de forma efetiva esse movimento, pois
houve um aumento no volume de contêineres transportados pela ferrovia e
este indicador nos fez olhar para o modal de forma mais atenta”, revelou.
O caso referido por Siccherino diz respeito ao que ocorre no Porto
de Santos, onde o total transportado por meio das ferrovias vem
crescendo dois dígitos por ano, porém, o modal se manteve o mesmo, mesmo
com o início das operações em 2013, dos terminais Embraport e BTP
(Brasil Terminal Portuário), que geraram aumento de 60% na capacidade de
contêineres no Porto de Santos o que, na prática, demonstra uma
logística ineficiente na região para atender a este aumento de demanda.
“Para mudar este cenário, é preciso melhorar as condições de acesso ao
porto, com ferrovias que tornarão a cabotagem ainda mais viável. Somente
assim é possível otimizar a movimentação das cargas e reduzir custos”, argumentou o diretor. Segundo ele, hoje, mais de 1.500 teus são movimentados por
mês pela ferrovia no Porto de Santos, sendo que a ferrovia foi
inaugurada em abril de 2015.
Siccherino salientou que trata-se de um modal viável,
desde que isso se dê dentro do complexo para fugir do congestionamento
da cidade de santos e, dentro deste cenário, é que foi possível atender a
LG, que passou a usar a cabotagem e as ferrovias, reduzindo seus custos
com transporte em 45%.
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