A executiva da Eliane Revestimentos, Devania Saccon, disse que a empresa está usando a cabotagem no atendimento pulverizado de clientes do setor
cerâmico, destacou que o desafio, hoje, é conseguir levar a matéria prima
a todas as regiões do país sem que isso demande mais custos e ressaltou a importância e as dificuldades do modal. Segundo ela, especificamente no setor de cerâmica, a cabotagem se tornou uma
ferramenta fundamental para a movimentação de cargas em longas
distâncias.
“Estamos na região Sul do Brasil e precisamos distribuir
nossos produtos para todo o país. Para isso, estudamos os custos de
todos os modais e a cabotagem nos atraiu pela redução de frete que
teríamos e na segurança que ganharíamos”, argumentou a executiva da indústria catarinense. Devania salientou que quando o assunto era usar um meio de transporte possível
de mandar uma mercadoria para o nordeste, por exemplo, a opção foi
novamente a cabotagem, pois era necessário utilizar um transporte seguro
e que emitisse menos gases ao meio ambiente.
Mas a executiva ressalvou que o modal ainda carece de uma
intermodalidade mais eficiente. “Temos mais de 15 mil pontos de vendas
no Brasil e precisamos entregar a carga fracionada, o que não pode ser
atendido em 100% pela cabotagem e isso precisa ser revisto”, relatou. Ela frisou, ainda, algumas desvantagens para o
setor, como o foco na carga fechada e o maior tempo de entrega.
“Esse tempo de entrega pode ser gerido, mas em alguns momentos por ser
projeto, nós não conseguimos, e com toda a parte burocrática a cabotagem
acaba sendo desvantajosa”, lamentou.
As operações da Eliane Revestimentos saem do Tecon Imbituba, no Sul de Santa Catarina, em direção ao Terminal de Vila do Conde, no Pará. Os dois complexos são administrados
pela Santos Brasil. A executiva contou que essa operação facilita muito o
transporte das cargas da empresa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário