A liberação de crédito do Banco do Brasil para exportações
atingiu US$ 1,6 bilhão entre o dia 1º de julho até a primeira semana de
setembro. O banco, que tem a liderança desse segmento, conseguiu
ultrapassar a marca de US$ 3 bilhões contratados nas linhas de
Adiantamento sobre Contratos de Câmbio (ACC) e sobre Cambiais Entregues
(ACE) no trimestre encerrado em junho, na comparação com os três
primeiros meses do ano.
O BB encerrou o mês de agosto com uma
participação de 27,8% no total de desembolsos dessas linhas, crescimento
de 6% de participação em relação à média durante o primeiro semestre
deste ano. Houve incremento de 5% no número de clientes tomadores de
crédito à exportação no BB.O ACC é uma linha de crédito de capital de giro para exportações em que o banco antecipa o valor de um bem que será exportado no futuro. O ACE é o crédito do valor de uma mercadoria que já foi embarcada para o exterior, mas o cliente estrangeiro vai pagar a empresa a prazo.
Hoje, 95% dos documentos de câmbio e comércio exterior são processados digitalmente pelo banco. Desse total, 80% são digitalizados pelos próprios clientes, que enviam os documentos pelo canal de autoatendimento do banco na internet. A parcela de contratos fechados pela internet chega a 65% nas operações de exportação e ultrapassa 50% no de importação.
Para o vice-presidente de Negócios de Atacado do BB, Antônio Maurício Maurano, a automação das operações é uma das estratégias que explicam o aumento no financiamento às exportações, já que possibilitam conveniência, agilidade e segurança ao cliente. "Inicialmente, atuamos no setor de agronegócios e, posteriormente, com indústrias, na identificação de públicos-alvo do próprio BB ou na busca de negócios que estavam na concorrência", afirmou.
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