terça-feira, 30 de junho de 2015

Grandes companhias do Japão estão mais otimistas em relação aos negócios

       As grandes companhias do Japão manifestaram estar mais otimistas sobre as condições de negócio, como mostram seus planos de gastos no trimestre até junho, de acordo com a mais recente pesquisa Tankan do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês). O levantamento foi considerado um sinal de que as empresas permanecem de bom humor, apesar da desaceleração no crescimento global.

       A pesquisa trimestral com mais de 11 mil empresas revelou que o índice de avaliação das condições econômicas entre as maiores delas ficou em 15 em junho, acima dos 12 de março. A leitura ficou acima da previsão de 12 dos economistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Um resultado positivo indicou que o número de otimistas supera o de pessimistas.

       O levantamento mostrou que os gastos em bens de capital das maiores empresas do setor industrial no Japão ficaram no maior patamar desde junho de 2004. Os gastos em bens de capital das empresas em geral foi o mais alto desde junho de 2006, segundo a pesquisa.

       A pesquisa traçou ainda um retrato das visões das companhias sobre as atuais condições de negócio e suas projeções para lucro, investimento e contratações. Ela mostrou que as maiores companhias esperam que os investimentos cresçam em 9,3% nos 12 meses até março de 2016, uma forte mudança em relação à expectativa de corte de 1,2% nos investimentos para o ano mostrada na pesquisa anterior.

Ministro Armando Monteiro pede que Washington elimine barreiras não tarifárias a produtos brasileiros

       O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, pediu que o governo norte-americano elimine barreiras não tarifárias aos produtos brasileiros o mais rápido possível para facilitar o fechamento de um acordo comercial entre o Brasil e os Estados Unidos. Ele reuniu-se hoje (30) com a secretária de Comércio norte-americana, Penny Pritzker, em Washington.

       Segundo o ministro, que acompanha a presidente Dilma Rousseff em visita oficial aos Estados Unidos, o governo brasileiro está empenhado em padronizar normas técnicas, regulamentações e padrões para ampliar o acesso das mercadorias brasileiras ao mercado americano. Para ele, os acordos assinados são um passo importante nesse sentido.

       "Estamos assinando acordos substantivos na área de facilitação de comércio e na harmonização de normas técnicas e convergência de padrões, e tudo isso para remover barreiras, por assim dizer, barreiras não tarifárias que impedem maior acesso de produtos brasileiros ao mercado americano", disse Monteiro em gravação divulgada pelo ministério. O ministro participou também da 3ª Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos, que reuniu 390 empresários dos dois países, em Washington. No evento, Monteiro pediu engajamento do setor privado para o sucesso da agenda comercial entre o Brasil e os Estados Unidos.

       "O diálogo do setor privado é o que realmente move essa agenda do comércio e dos investimentos. Os governos podem estabelecer os marcos da agenda, estimular e fazer uma ação convergente, mas o que dá a dimensão da relação é exatamente o grau de maior integração entre os setores privados dos dois países", disse o ministro na gravação.

Estados Unidos liberam importação de carne bovina in natura do Brasil

       O governo norte-americano liberou a entrada de carne bovina brasileira in natura no seu mercado interno. A decisão, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, possibilitará que 14 estados livres de febre aftosa com vacinação habilitem-se a a exportar, entre eles o Rio Grande do Sul.

       Segundo a ministra Kátia Abreu, a abertura representará uma senha que poderá facilitar outras parcerias. A meta agora é conquistar em até cinco anos o embarque de pelo menos 100 mil toneladas anuais de carne bovina para os Estados Unidos.

       Os gaúchos contam com quatro plantas que já vendem para o exterior. Mas o presidente o Sicadergs (Sindicato das Empresas de Abate de Carnes do Estado), Ronei Lauxen (foto), acredita que por se tratar de um novo mercado, os frigoríficos tenham de passar por uma nova vistoria técnica brasileira e norte-americana.
       "Pela qualidade do nosso rebanho, que é similar ao do Uruguai, de quem eles já compram, a tendência é que ganharemos preferência em relação aos demais estados do país", argumentou  Lauxen. "Esperamos que isso estimule o nosso pecuarista a produzir mais, porque a produção atual não é suficiente", ressalvou.

       As plantas do Frigorífico Silva, de Santa Maria, e as unidades da Marfrig, em Alegrete, Bagé e São Gabriel são as indústrias com mais chances de atender o mercado norte-americano, calculou o presidente do Sicadergs. Já o presidente da Abiec (Associação das Indústrias de Carne), Antonio Camardelli, afirmou que entrar no mercado dos EUA é como acertar na mega sena. "Tem um diferencial de credibilidade em relação aos demais mercados, o que vai ajudar a entrar em outros países do Nafta (grupo formado por EUA, Canadá e México)", acrescentou ele.

Despachantes aduaneiros reclamam da falta de regulação de armadores estrangeiros e terminais

       Os despachantes aduaneiros estão reclamando da falta de regulação de armadores estrangeiros e terminais portuários. O segmento entende que as regras deveriam ser mais claras e que, devido aos recintos serem concessões e estarem em zonas alfandegadas, esses serviços deveriam passar por uma agência reguladora para 'evitar excessos'. 
 
       O presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de Santa Catarina (Sindaesc), Marcello Petrelli, afirma que o prejuízo está relacionado à saída repentina da carga de um porto para outro por conta de variações no valor de tarifas. Segundo ele, entre 2014 e maio de 2015, 10 mil processos saíram do complexo portuário de Itajaí e foram para outros terminais, como Itapoá.

       O dirigente ressalta que os despachantes possuem custos operacionais e de pessoal altos para estabelecer escritórios onde possuem mais serviços. "Quando a carga de uma hora para outra migra, devido a alterações de valores que estão ocorrendo entre os terminais, esse despachante que está estruturado acaba se submetendo a terceirizar o serviço que ele presta, sendo prejudicado na sua remuneração", explica o presidente do Sindaesc.

Dragagem do canal do Porto de Santos será retomada no próximo semestre

       O ministro dos Portos, Edinho Araújo, anunciou que pretende retomar a licitação para dragagem do canal do Porto de Santos no próximo semestre. A concorrência, de R$ 300 milhões, tinha sido suspensa por uma liminar, que foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região na última segunda-feira (22). Segundo o ministro, poderão participar empresas brasileiras e estrangeiras.
O serviço de dragagem a ser licitado prevê o aumento da profundidade do canal de navegação e das bacias de acesso aos berços de atracação, de 15 metros, em média, para 15,4 e 15,7.

       Os locais de atracação ficarão com uma fundura variando de 7,6 a 15,7 metros. Antes de realizar essa obra, o vencedor da concorrência terá de elaborar os projetos básico e executivo (mais detalhado) do empreendimento. A concorrência ocorre pelo modelo de RDC (Regime Diferenciado de Contratações Públicas). Nele, os preços são avaliados primeiro e apenas a participante selecionada tem a documentação conferida, a fim de agilizar o procedimento.

       Ao suspender a liminar, o juiz federal Reginaldo Márcio Pereira, destacou que os atos envolvendo a licitação em questão “são revestidos dos atributos de legitimidade, de legalidade e impessoalidade”. E enfatizou que “o interesse público resultante do certame licitatório promovido pela União e suspenso pela impetração na véspera da sessão de abertura das propostas deve prevalecer”.

Yusen oferece serviço de logística para a Mazda na Tailândia

       Uma joint venture formada pela Yusen Logistics (Tailândia) e Mazda Logistics, denominada Mazda Logistics e Yusen (Asia) Co Ltda (MLYA) começou a prover em larga escala serviços de logística de peças automotivas de reposição para a Mazda Motor Corporation na Tailândia. A companhia pretende oferecer este suporte logístico para a Mazda em 100 países, incluindo a Tailândia e outros da chamada ASEAN (Association of Southeast Asian Nations), incluindo a Austrália. 

       As principais operações incluem administração do estoque de peças automotivas (armazenagem, embalagem, picking, carregamento e descarregamento), distribuição, alfândega, importação e exportação, fretes aéreos e marítimos.  Os serviços serão oferecidos do armazém de 22.281 metros quadrados em Bangna, distrito de Bangkok.
 
         O segmento automotivo é alvo dos planos de médio e longo prazo do grupo de logística Yusen, batizado de “Go Forward, Yusen Logistics – Next Challenges”. A companhia vai reunir a expertise em logística automotiva com os armazéns e a malha glocal, que é uma das maiores entre as companhias japonesas de logística, para oferecer serviços de logística automotiva sob medida e que atendam às necessidades dos clientes.

SEP revoga consulta pública sobre revisão das poligonais dos portos do Paraná

       A SEP (Secretaria Especial de Portos) revogou a consulta pública referente à revisão das poligonais dos Portos Organizados de Paranaguá e Antonina, no Paraná, aberta em dezembro de 2014. Com a novidade, serão abertas, em até sessenta dias, nova consulta e audiência públicas visando à adaptação das áreas dos portos organizados, em face da necessidade de dar cumprimento às exigências da nova lei dos portos.

       A SEP promoverá Reunião Preparatória prévia ao lançamento de novas consulta e audiências públicas que integrarão o processo de adaptação das áreas dos citados portos organizados. A reunião ocorrerá no dia 03 de julho.

        O objetivo da reunião é anunciar as novas fases do processo de adaptação das poligonais das áreas dos Portos Organizados de Paranaguá e Antonina, esclarecer eventuais dúvidas, e receber contribuições dos presentes na construção da proposta oficial de lançamento da consulta e das audiências públicas.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Austrália reduz expectativa para preço do minério de ferro e preve queda de 11% nas exportações

       A Austrália reduziu suas expectativas para os preços do minério de ferro, citando o mercado de aço fraco na China, enquanto prevê uma queda de 11% na receita com a exportação de recursos no atual ano fiscal. O governo afirmou nesta terça-feira prever agora que o preço médio do minério de ferro fique em US$ 54,40 a tonelada em 2015, abaixo da projeção anterior de US$ 60,40 a tonelada. A projeção para o próximo ano foi reduzida de US$ 56,80 para US$ 52,10 a tonelada.

       "A produção de aço da China deve encolher em 2015 e 2016, enquanto a oferta de minério de ferro transportada por navios aumenta", o que deve reduzir os preços, afirmou em relatório o departamento de indústria e ciência. O minério de ferro foi cotado a US$ 60,50 a tonelada na segunda-feira, segundo a provedora de dados The Steel Index.

       O governo estima que a receita com a exportação de recursos minerais da Austrália tenha recuado 11% no ano fiscal até junho. Para o próximo ano, prevê uma alta de 2,2%, com mais exportações e um dólar australiano potencialmente mais fraco compensando os preços mais baixos das commodities.

Receita Federal e governo norte-americano assinam cronograma para acordo aduaneiro entre os dois países

       A Receita Federal e o governo dos Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira um cronograma para o estabelecimento de acordo aduaneiro entre os dois países, o que será feito até junho de 2016. O objetivo é elaborar um acordo de reconhecimento mútuo do programa de Operador Econômico Autorizado (OEA), pelo qual empresas certificadas nos dois países terão o fluxo de comércio facilitado.

       "Esse programa está alinhado com a visita da presidente Dilma Rousseff aos EUA e é um passo muito forte e importante para as relações comerciais entre os dois países", afirmou o secretário da Receita, Jorge Rachid. Atualmente, cinco empresas brasileiras têm certificado de OEA. Na prática, isso significa que as importações e exportações dessas companhias não precisam passar por processos aduaneiros como inspeções de carga e conferência de documentação, o que torna as vendas e compras do exterior mais rápidas.

       Quando o acordo for assinado no ano que vem, as empresas certificadas no Brasil terão o mesmo tratamento na aduana norte-americana, e vice-versa. São certificadas no país a Embraer, 3M, Aeroporto de Viracopos, CNH América Latina e DHL. Segundo a Receita, pleitos de outras 15 empresas estão em análise. Pelo lado norte-americano, cerca de 1.100 empresas são certificadas e terão acesso ao benefício.

       "A meta é que metade das empresas brasileiras sejam operadores autorizados. Estamos promovendo o programa, temos que buscar essas empresas", explicou o secretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita, Ernani Checcucci Filho. Para ganhar o selo de "baixo risco" da Receita Federal, a empresa tem que atender a uma série de requisitos, como controle de acesso às cargas e regras de recrutamento de pessoal. Atualmente, os Estados Unidos têm acordos semelhantes com dez países, como Canadá, México e Nova Zelândia.

Avianca e Gol foram as empresas que mais cresceram no mercado doméstico em maio

       A Avianca e a Gol foram as empresas que apresentaram as maiores taxas de crescimento da demanda doméstica em maio deste ano, quando comparadas com igual mês de 2014, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 29, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Enquanto a Avianca apresentou uma expansão de seu tráfego da ordem de 11,72%, a Gol registrou alta de 4,3%, um desempenho acima da média do setor em um momento em que o transporte aéreo passa por uma desaceleração. Já a Azul avançou 0,4% e a TAM apresentou retração de 4,1%.

       Com tais performances, Gol e Avianca ganharam participação, com a primeira voltando a superar a principal rival, a TAM, na liderança doméstica, com 36,5%, o que corresponde a um aumento de 3% no indicador. A TAM aparece logo atrás, com 36,1%, perdendo 5,3% em sua participação de mercado. Já a Avianca registrou o maior crescimento nesse indicador, de 10,3%, passando a responder por 9,4% do mercado, ante os 8,5% anteriores. A Azul, por sua vez, apresentou ligeira retração de 0,9%, passando de 17,1% para 17%.

       No total, a demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros medida em passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK) teve crescimento de 1,2% em maio, ante o mesmo mês de 2014, segundo a Anac, que destacou que com o resultado, a demanda doméstica completou 20 meses consecutivos de crescimento e alcançou o seu maior nível para o mês nos últimos dez anos.  No acumulado de 2015 até agora, a demanda sobe 4,3%.

Estados Unidos podem comprar mais de 100 mil toneladas de carne bovina por ano do Brasil



       O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve publicar, nesta terça-feira (30), comunicado oficial em que reconhece o status sanitário do rebanho bovino brasileiro, o Final Rule, necessário para a importação de carne in natura do Brasil. Com a decisão, abre-se um mercado potencial de pelo menos 100 mil toneladas por ano para os frigoríficos nacionais.

        A liberação foi anunciada nesta segunda-feira (29) pelo governo norte-americano e encerra uma negociação que já durava mais de 15 anos entre os dois países. A decisão foi tomada durante visita (que está acontecendo) da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos. 

       A ministra da Agricultura e Pecuária, Kátia Abreu, que integra a missão brasileira, disse que atualmente o Brasil exporta apenas carne processada (ou industrializada) para o mercado americano. No total, 14 estados brasileiros serão beneficiados com a decisão (Bahia, Distrito Federal, Espirito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins).

Exportações brasileiras de celulose sobem 5 % de janeiro a maio em comparação com 2014

       A produção de celulose cresceu 4,5% em maio de 2015, na comparação com o mesmo período do ano passado, para 1,389 milhão de toneladas. Já a exportação apresentou baixa de 19,4%, de 970 mil toneladas em 2014 para 782 mil toneladas em maio de 2015. No acumulado de janeiro a maio deste ano, a produção avançou 4,3%, para 6,813 milhões de toneladas e as exportações subiram 5,3%, para 4,447 milhões de toneladas na comparação com 2014. Os dados constam em boletim mensal da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

       Na comparação com o ano passado, a produção de papel ficou praticamente estável no mês de maio, totalizando 845 mil toneladas. As exportações subiram 6,3%, para 169 mil toneladas, e as vendas no mercado doméstico caíram 6,8%, para 439 mil toneladas. No acúmulo de janeiro a maio de 2015, contra 2014, a produção caiu 1,1%, para 4,254 milhões de toneladas, as exportações ganharam 0,7%, para 808 mil toneladas, mas as vendas domésticas recuaram 6%, para 2,163 milhões de toneladas.
A produção de painéis de madeira, por sua vez, recuou 2,8% no mês passado contra maio de 2014, para 527 mil metros cúbicos, enquanto no acumulado dos cinco primeiros meses do ano a produção caiu 1,2%, para 2,816 milhões de metros cúbicos.

       Nos primeiros cinco meses de 2015, a receita de exportações de celulose, painéis de madeira e papel totalizou US$ 2,983 bilhões, montante 2,4% menor do que em relação ao mesmo período do ano passado. O saldo da balança comercial do setor nos cinco primeiros meses do ano é de US$ 2,373 bilhões, alta de 2,8% na comparação com o mesmo período de 2014.

       O maior avanço nas exportações de janeiro a maio ocorreu no mercado da América Latina, com avanço de 69,2%, para US$ 44 milhões. Já para a China, segundo maior mercado para esse produto brasileiro, as exportações elevaram-se 6,8%, para US$ 691 milhões. A Europa é o maior consumidor, mas as exportações acumulam recuo de 7,3% de janeiro a maio deste ano contra 2014, para US$ 834 milhões. No mercado da América do Norte, houve queda de 14,3%, para US$ 349 milhões; na Ásia, o recuo foi de 8%, para US$ 172 milhões e, na África, a queda foi de 16,7%, para US$ 5 milhões.

Dilma afirma em Nova Iorque que um ambiente mais amigável aos negócios é necessário para o Brasil atrair investimentos

       A presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista ao Wall Street Journal que um ambiente mais amigável aos negócios é necessário para o Brasil atrair o investimento que precisa para restaurar o crescimento. "Nós precisamos reduzir os riscos de fazer negócios no Brasil", disse Dilma em Nova Iorque, onde começou uma vista aos EUA para atrair investidores. Dilma também vai se reunir com o presidente norte-americano Barack Obama em Washington.

       A tarefa de Dilma é dificultada pelas fracas condições econômicas no Brasil. A inflação anual está em torno de 8,8% apesar das altas taxas de juros, com a taxa Selic em 13,75%. Economistas preveem uma contração econômica neste ano. No entanto, Dilma afirmou que o Brasil tem fundamentos fortes que devem atrair os investidores de longo prazo.

       A presidente e alguns ministros estão em Nova Iorque para apresentar aos investidores um pacote de projetos de infraestrutura que, eles esperam, atrairão os investidores norte-americanos. Dilma disse que mais liberalização do comércio é necessária para estimular companhias brasileiras a aumentar a produtividade. Dilma deve jantar com Obama nesta segunda-feira (29) à noite e ter reuniões de trabalho em Washington amanhã. Depois ela irá para a Costa Oeste para se reunir com representantes do setor de tecnologia.

BNDES assina contrato de financiamento de 200 milhões de euros com o ICO da Espanha


       O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) celebrou contrato de financiamento no valor de 200 milhões de euros com o espanhol Instituto de Crédito Oficial (ICO), vinculado ao Ministério da Economia e Competitividade da Espanha. Os recursos serão destinados ao financiamento de projetos em setores que reúnam interesse brasileiro e espanhol.
 
       O contrato de captação é resultado do Memorando de Entendimento assinado em 2013, que prevê a cooperação entre as instituições no apoio a projetos de interesse comum. O Brasil tem se posicionado como o segundo principal destino dos investimentos de empresas espanholas no mundo, e o ICO, um banco público, atua como agência financeira do Governo da Espanha.
 
       Com a celebração desse novo contrato de empréstimo, o BNDES dá continuidade à sua estratégia de ampliar o seu relacionamento com instituições financeiras internacionais, aumentando a escala dos investimentos que realiza em parceria com organismos multilaterais e agências governamentais. Este ano, o Banco realizou empréstimo semelhante com o Japan Bank for International Cooperation (JBIC), no valor de US$ 150 milhões.

Porto de Paranaguá implanta novo scanner de cargas que torna mais ágil a fiscalização

        O Porto de Paranaguá implantou um novo scanner de cargas que torna mais eficiente e ágil a fiscalização. Fruto de um investimento de R$ 15,7 milhões, o equipamento funciona como uma máquina de raio-X que faz a varredura completa nos contêineres que passam pelo porto paranaense. A vistoria tem sido usada, principalmente, no combate à sonegação fiscal.

       As imagens escaneadas são enviadas diretamente para o sistema da Receita Federal, que cruza, em tempo real, a imagem captada com os dados descritos na nota fiscal. Desta forma, o processo de fiscalização fica mais rápido e preciso. O scanner também é capaz de detectar qualquer tipo de substância ilícita ou contrabandeada, como produtos químicos e armas. A operação dura menos de um minuto. Segundo dados da Receita Federal, o processo triplica a segurança aduaneira nas fiscalizações.

       Segundo o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, a aquisição dá segurança e agilidade ao porto. “Com a nova fiscalização, vamos liberar os contêineres com total segurança e em menos tempo, barateando a logística dos clientes que operam por Paranaguá”, afirmou Dividino.

      A fiscalização da Receita nos contêineres é feita por amostragem ou em cargas suspeitas de sonegação ou contrabando. Os contêineres selecionados precisam passar pelo scanner, que fica localizado em uma área sinalizada e cercada dentro da faixa portuária.

       Primeiramente, o caminhão passa por uma placa que mede a radioatividade da carga. Se dentro do contêiner houver alguma carga, líquido ou substância com nível radioativo acima do normal, uma luz vermelha se acende e um sinal sonoro é disparado. Automaticamente, o caminhão é bloqueado e a carga fica retida para análise.

Petrobras faz corte drástico de US$ 130 bilhões no seu plano de negócios de 2015 a 2019



       A Petrobras cortou de forma drástica seu plano de negócios, como já vinha sendo especulado pelo mercado, e pretende investir US$ 130,3 bilhões no período de 2015 a 2019. É uma redução de 37% em relação ao plano anterior, de 2014-2018, quando a estatal previa US$ 220,6 bilhões em investimentos em cinco anos. 

       A indústria de óleo e gás brasileira já esperava um quadro menos promissor do que nos últimos anos, mas estava ansiosa pelos novos números, já que não havia grandes perspectivas de negócios enquanto a estatal não divulgasse seu planejamento.

        As diretrizes traçadas pelo documento mostram que a companhia decidiu se concentrar principalmente na produção do pré-sal, deixando a área de exploração com apenas as obrigações mínimas previstas nos contratos e a área de abastecimento em compasso de espera, com poucos recursos destinados à Rnest e ao Comperj, concentrando a maior parcela dos aportes em manutenção. A produção de óleo até 2020 também sofreu um grande corte na previsão, passando de 5,3 milhões de barris de óleo equivalente no plano anterior para 3,7 milhões neste.

APM Terminals discute com a SEP prorrogação do contrato de arrendamento

       O superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Junior, e o diretor-superintendente da APM Terminals, Ricardo Arten, reuniram-se com técnicos da Secretaria Especial de Portos (SEP) em Brasília para tratar do pedido de extensão do contrato de arrendamento da área do porto. Ouviram que o pedido está na pauta da rodada de concessões e deverá ser avaliado junto com outras solicitações semelhantes no país.

        O contrato da APM (firmado, na época, pelo Teconvi), prevê 19 anos de concessão prorrogáveis por mais três, o que terminaria em 2022. A empresa considera o tempo insuficiente para resgatar os investimentos que precisa fazer no terminal. Há hoje R$ 160 milhões aprovados pela matriz holandesa da empresa, aguardando a decisão do governo brasileiro.

       Ayres também tratou de outras demandas. Reuniu-se com parte da bancada catarinense no Congresso para pedir apoio ao pleito de adensamento do contrato de arrendamento da APM, para incluir os berços 3 e 4 (pedido que aguarda decisão em Brasília há mais de três anos), ou então para trazer do 4º para o 2º bloco de arrendamento a área dos atracadouros.
 

       Outro assunto que veio à tona em Brasília foii a obra de realinhamento dos berços cobiçados pela APM, que vinha sofrendo com a falta de recursos. A superintendência deve receber nos próximos dias R$ 12 milhões para o andamento dos trabalhos, e a promessa é que todo o recurso seja repassado até agosto, o que deve manter a data prevista de conclusão para o fim do ano.

ABTP pede adoção de medidas para tornar os portos mais eficientes

        A ABTP (Associação Brasileira de Terminais Portuários) participou de audiência pública a respeito da situação atual do setor portuário. A pauta girou em torno dos principais gargalos e limitações que tornam os portos menos eficientes nas operações de embarque/desembarque em comparação à agilidade do fluxo de cargas observada nos grandes terminais internacionais.

       A discussão sobre a situação atual do setor portuário envolveu os investimentos previstos a médio e longo prazo para modernizar os terminais brasileiros, incrementar a eficiência do setor e ampliar a competitividade dos produtos nacionais. De acordo com a entidade, o Governo precisa corrigir com urgência questões que estão trancando investimentos privados no setor.

       Entre as medidas necessárias, a ABTP citou que é preciso revogar ou rever as Portarias SEP 110/2013, que limita a expansão dos terminais e a SPU 404/2012, que cobra tarifa dos terminais privados pelo uso da água em frente aos mesmos, agilizar as prorrogações de contratos de arrendamento com investimentos de quem tem direito a tal e requereu, bem como adaptar os contratos antigos que ainda possam ser adaptados, também mediante investimentos.

       A entidade afirmou que é necessário ainda priorizar as licitação das áreas livres, rever a taxa de retorno em vigor, segmentando-a para diferentes terminais, acelerar a concessão das dragagens, que não podem mais esperar, prorrogar a vigência do Reporto, fundamental à implantação do PIL 2 recém lançado e finalizar a adaptação das poligonais dos portos organizados.“Precisamos agilizar as análises dos pedidos de investimentos em portos públicos e privados, isto é crucial para o setor neste momento de crise eminente”, afirmou o presidente da ABTP, Wilen Manteli.

Roubo de cargas exige investimentos em segurança e gerenciamento de riscos

         Os roubos de cargas vêm crescendo de forma alarmante no Brasil levando ao aumento dos investimentos em serviços de segurança e gerenciamento de riscos. Ao todo, o roubo de cargas no país registra elevação anual de 16% e soma prejuízos na ordem de R$ 2 bilhões nos últimos dois anos, segundo estudo apresentado pela ANTC (Associação Nacional do Transporte de Cargas). Por conta disso, muitos têm se especializado neste tipo de serviço e equipamento.

        A IBL Logística é uma das empresas que está atenta à integridade das cargas e investiu mais de R$ 2 milhões em prevenção, nos últimos três anos. Os recursos foram alocados em veículos equipados com recursos tecnológicos para o monitoramento e rastreamento de carga, cofres blindados, que oferecem uma maior segurança no transporte de cargas especiais, além de contarem com uma central própria para monitoramento e rastreamento de cargas, que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana.

       Entre outros recursos, conta, ainda, com portaria blindada, eclusa com sistema dilacerador de pneus, vigilância armada e amplo sistema de Circuito Fechado de Televisão (CFTV).
Todos estes recursos são geridos por profissionais altamente capacitados em gerenciamento de risco, alcançando resultados satisfatórios no transporte de cargas. “Estes esforços visam cumprir a nossa missão que é oferecer soluções logísticas inteligentes e de altíssima qualidade aos nossos clientes”, argumentou Márcio Roberto Bueno da Silva, gerente responsável pelo Departamento de Gerenciamento de Risco da companhia.

       Os esforços em oferecer este leque de opções se justificam. De acordo com o Coronel Marco A. M. Bellagamba, consultor em segurança e coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo, o mercado de logística, bem como os embarcadores, têm se preocupado com a segurança e os vários segmentos que militam no ramo de transporte de cargas estão procurando, juntamente com as autoridades do setor de segurança pública, reduzir o problema através de grandes investimentos nas áreas de gerenciamento de risco e rastreamento, sendo possível verificar grande avanço tecnológico, com equipamentos de última geração.

         Segundo o especialista, os cuidados para evitar prejuízos são muitos e incluem processos transparentes, que vão desde a contratação do motorista, passando pelo planejamento da rota a ser utilizada pelo veículo, pessoal encarregado em monitorar os veículos (Gerenciamento de Risco), procedimentos operacionais pelo motorista no trajeto e até a contratação de “chapas”, dentre outros, acrescentou ele.

Porto de Liverpool vai inaugurar novo terminal de contêineres em dezembro

         O novo terminal de contêineres do porto de Liverpool, na Inglaterra, está com as obras em estágio avançado. Orçado em 300 milhões de euros e batizado de “Liverpool2”, o projeto tem previsão de inauguração para dezembro deste ano. Com a conclusão da primeira fase dos esforços para reaproveitar 12 hectares de terreno, as novas ações de terraplanagem estão programadas para os próximos meses. 

       “A primeira fase de terraplanagem progrediu excepcionalmente bem e estou muito feliz com a forma em que tudo está progredindo”, disse Doug Coleman, diretor de construção do Liverpool2. Segundo o executivo, há poucos projetos desse tipo e nessa escala acontecendo no Reino Unido, especialmente considerando o impacto excepcional das marés.

       No Liverpool2, só é possível fazer a instalação de blocos de ancoragem e outras estruturas, como vibro compactação, por um máximo de oito horas por dia – duas horas logo antes e logo depois de cada maré baixa. Uma das vantagens é que o peso da água, durante a maré alta, ajuda a comprimir o material terraplanado.

        “A maré também significa que para cada milhão de toneladas que trazemos, perdemos aproximadamente 2,5%, o que é relativamente pouco e minimizado por nossa estratégia deliberada de instalar uma nova tubulação de descarga de esgoto, que serve de barreira para reduzir perdas”, explicou Coleman.

       O processo de fundação, que começou em 2014 e deve ser concluído nos próximos meses, envolve perfurar o solo com plataformas auto elevadoras e inserir vigas tubulares para criar um novo muro de cais de 854 metros. A área atrás do muro foi dragada até chegar à rocha-firme, para permitir o depósito de materiais virgens.

       A terraplanagem começou em fevereiro, com a chegada ao rio Mersey da draga de sucção “Willem van Orange”. A draga deve retornar no início de julho para começar a segunda fase de terraplanagem, que irá retirar mais quatro mil toneladas de material do rio. As próximas fases do projeto incluirão instalação de vigas de nivelamento e a dragagem de bolsões para a entrega de guindastes ship-to-shore.

SEP quer intensificar participação da cabotagem no transporte brasileiro

       A SEP (Secretaria Especial de Portos) vem adotando algumas medidas e ações que visam desburocratizar a aperfeiçoar o sistema aquaviário interno e baratear o transporte de cargas no país. O modal, de acordo com a Antaq (Associação Nacional de Transportes Aquaviários), está em crescimento desde 2010, com uma média de 3,9% ao ano na movimentação de diferentes cargas e 19% no transporte de contêineres e elevar ainda mais esse desenvolvimento.

      Mas para que isso aconteça, destaca o diretor de Infraestrutura e Desenvolvimento da Cearáportos (Companhia de Integração Portuária do Ceará), Waldir Frota Sampaio, é preciso haver a modernização e integração multimodal, entre outros aspectos. O complexo portuário, explica, registrou somente na movimentação de cabotagem em 2014, 1.316.243,29 mil de toneladas, um crescimento de 16% em relação ao número registrado no ano anterior. Foram 91.776 Teus, um acréscimo de 21,73%.

       Entre os destaques das ações executas pelo complexo e relação ao modal, o executivo ressalta ainda a sua política de tarifas diferenciadas para a carga nacional dentro das condições de economia do negócio, além disso ele comenta que os novos três berços previstos para agosto e novembro de 2015 e março de 2016, também poderão ser utilizados para atracação de navios de cabotagem, mas ressalta. “Isso caso as condições político e socioeconômicas portuárias do Brasil favoreçam plenamente o desenvolvimento da cabotagem”, garante.

       Mesmo com grandes avanços nos últimos anos diante do setor e dos empresários, a cabotagem ainda luta por um maior espaço no mercado logístico brasileiro. Apesar das grandes oportunidades oferecidas pelo Brasil, o modal ainda carece de um olhar a mais, de uma atenção a mais. Mesmo assim o setor projeta um saldo positivo para o modal e o complexo não pensa diferente. “Para 2015, a nossa previsão é que o modal registre um crescimento de 5% em relação a 2014”, projeta Sampaio.