terça-feira, 22 de setembro de 2015

Representantes da agência de risco Fitch estão reunidos com o ministro Joaquim Levy no Ministério da Fazenda

          Analistas da agência de classificação de risco Fitch estão reunidos, na manhã desta terça-feira (22), em Brasília, com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy (foto), e os secretários do Tesouro Nacional, Marcelo Barbosa Saintive, de Política Econômica, Afonso Arinos Mello de Franco Neto e de Acompanhamento Econômico, Paulo Guilherme Farah Corrêa.
         Ao chegar ao prédio do Ministério, os integrantes da Fitch evitaram falar com jornalistas. "Agora e até o fim do trabalho será sigilo total", disse Paulo Moreira Marques, técnico do Tesouro Nacional, que acompanha a equipe. Em abril, a agência manteve a nota de crédito do Brasil em BBB, mas revisou a perspectiva do país de estável para negativa.
        Segundo comunicado divulgado pela Fitch, na ocasião, a mudança ocorreu em razão do "contínuo desempenho fraco da economia brasileira, do aumento dos desequilíbrios macroeconômicos, da deterioração fiscal e de um aumento da dívida pública com pressão sobre o perfil de crédito soberano do país".
        A classificação de risco é uma nota atribuída a um país por instituição especializada na análise de crédito, que avalia a capacidade e a disposição de o país honrar, pontual e integralmente, a dívida.
O ratint é um instrumento relevante para os investidores, uma vez que fornece uma opinião independente a respeito do risco de crédito da dívida do país.
         Há grande expectativa sobre a decisão do Fitch em relação ao Brasil após outra agência de classificação de risco, a Standard&Poor's, ter reduzido, no último dia 9, a nota de crédito do Brasil de BBB- para BB+, com perspectiva negativa.
        Após o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor's (S&P), o governo tem procurado demonstrar compromisso com a consolidação fiscal. No último dia 14, anunciou série de medidas prevendo corte de despesas e aumento de receitas para melhorar o resultado das contas públicas em 2016. As medidas porém dependem de aprovação do Congresso Nacional.
Além da FitchRating, a Standar&Poor e a Moody´s são consideradas as mais importantes agências de classificação de risco no mundo.

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