A Eldorado Brasil, do grupo J&F, vai
disputar a exploração de um segundo terminal no porto de Santos (SP)
para exportar sua celulose. A estratégia da empresa, que inaugurou ontem
a primeira instalação própria no porto, é ter uma segunda unidade,
dessa vez de frente para o cais, para escoar a expansão da fábrica em
Três Lagoas (MS), que deve ficar pronta em 2018.
O governo vai
licitar a operação de dois terminais no porto de Santos dedicados à
movimentação de celulose, dentro da primeira etapa do programa de
arrendamentos de áreas portuárias públicas. Os editais serão lançados
neste ano, promete Brasília. "Estamos prontos, temos acompanhado
essa questão e fizemos todo nosso trabalho de casa para, na hora que
tiver a licitação, a gente participar", garantiu o presidente da Eldorado,
José Carlos Grubisich (foto).
As áreas ficam nos bairros do Macuco e
Paquetá e serão arrendadas por 25 anos renováveis por igual período uma
única vez. Preliminarmente, a área no Macuco prevê investimentos de R$
143 milhões e capacidade para movimentar 1,8 milhão de toneladas. A do
Paquetá, R$ 199,5 milhões e 1,8 milhão de toneladas. As duas já
estiveram na mira da Eldorado. Em 2011 a empresa pediu à Companhia Docas
do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o porto, a
abertura de licitação para construção de um terminal dedicado à
celulose, mas o processo não andou.
O terminal da Eldorado
inaugurado ontem recebeu R$ 90 milhões em investimentos. Irá suprir a
demanda da primeira fase da fábrica da companhia em Três Lagoas, com
capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas ao ano, mas que já
opera com 110% da oferta. Desse total, 10% ficam no mercado interno e o
restante é exportado para mais de 30 países. O principal porto de
embarque é Santos, responsável por 80% do escoamento.
"Esse
terminal atende bem a produção de hoje mas nós vamos precisar de um
terminal adicional quando estivermos com 4 milhões de toneladas", explicou
Grubisich. No dia 15, a Eldorado lançou a pedra fundamental da
construção da segunda fábrica que vai fazer mais 2,3 milhões de
toneladas ao ano. As obras consumiram quase um ano
para ficar pronto. Originalmente a área era arrendada a outra empresa,
cujo controle foi adquirido pela Eldorado. O terminal fica a 300 metros
do cais público e é destinado à armazenagem e expedição de 750 mil
toneladas de celulose ao ano embarcadas soltas nos navios do tipo
"breakbulk". A Eldorado também exporta celulose por Santos em
contêineres, operação feita via terminais especializados.

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