segunda-feira, 13 de julho de 2015

Mercados da China e dos Estados Unidos representam oportunidade e desafio para exportadores brasileiros



       A potencialidade de comercialização da carne brasileira para a China e Estados Unidos se tornou um desafio para indústria, mas também para o criadores brasileiros que ampliam a responsabilidade de produzir animais, em maior volume e qualidade, na meta de atender mercados cada vez mais criteriosos. A JBS, dentro deste cenário, avaliou que a falta de sincronia entre os pecuaristas não deve prevalecer na região Centro-Oeste que, considera, terá papel imprescindível, por se tratar da região com maior volume de produção e com níveis de qualidade a se elevar. 

       Segundo Eduardo Krisztán Pedroso, do setor de originação da multinacional brasileira, há um processo de produtividade com qualidade a ser superado e que atenda aos desafios. “Temos que mudar a fase da nossa produção de proteína, sair da carne ingrediente para alcançar a culinária e a gourmet. A evolução de mercado requer mudança de modelo mental. Há um longo caminho a ser seguido, ainda que tenhamos projetos de ponta em nossa pecuária, não há sincronia do campo”, afirmou o executivo. 

       Entre as respostas para a frenética demanda por carne dentro e fora do país, o diretor geral do Grupo Nelore Grendene, Ilson Corrêa, argumentou que há estratégias da porteira para dentro, mas concorda quanto à necessidade de sincronia entre os produtores rurais. “Realizamos, anualmente, o maior leilão de touros do mundo, com a finalidade de distribuir genética capaz de desenvolver outros plantéis com a mesma capacidade que a Fazenda Ressaca. Em contrapartida, verificamos que há produtores que não cumprem com o dever de casa e deixam de investir.  Isso estimula um decréscimo na qualidade, com impacto para toda classe produtora”, destacou.

        “A busca por qualidade está na base. Cabe ao pecuarista empreendedor optar pela produção de carne de alto padrão e ter valorização do seu produto, ou então se manter em moldes arca icos, oferecendo ao mercado uma carne sem muitos atributos, ignorando a genética disponível”, disse Corrêa.  Como todo o mercado, independente do ramo, há o que se melhorar na pecuária nacional e não é diferente no Estado que concentra o maior rebanho do país, Mato Grosso.

       “Nós, e os pecuaristas, temos a responsabilidade de colocar, na mesa do consumidor, uma carne macia e saborosa, que será apreciada diariamente. A população está crescendo e dispondo de mais renda, isso aumenta o nosso trabalho, pois, a cada dia, haverá mais pessoas demandando um produto melhor, que vem de animais castrados, novilhas gordas ou animais inteiros, com idade máxima de dois anos e acabamento de gordura superior a três milímetros”, ensinou o representante da JBS. 

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