segunda-feira, 13 de julho de 2015

Lourenço considera novas tecnologias fundamentais para as operações portuárias, mas diz que o país precisa investir também em infraestrutura

       O diretor do Sindicomis (Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo) e presidente da Fiorde Logística Internacional, Milton Lourenço, disse que as novas tecnologias são fundamentais para o desenvolvimento das operações portuárias. Ele advertiu, contudo, que não basta investir apenas em tecnologia e modernização dos equipamentos, e alertou para a necessidade de que sejam realizados no país investimentos na infraestrutura viária, ferroviária e hidroviária, além da cabotagem.

       Segundo ele, no caso do Porto de Santos, por exemplo, é fundamental também investir na expansão em águas profundas, com a instalação de uma plataforma off shore para receber os supercargueiros que vêm por aí. Lourenço citou o inevitável aumento no tamanho dos navios, a importância dos novos equipamentos e novas tecnologias, dos gargalos vividos pelo setor e pelo país, sobre a economia brasileira e as mudanças necessárias para que o Brasil se torne mais competitivo.

       “Apesar da situação difícil por que passa a economia brasileira, o Porto de Santos, responsável por 27% do nosso comércio exterior, deverá aumentar em 2015 o volume de cargas movimentadas. Com o crescimento, o temor que fica é quanto à capacidade do porto para receber e distribuir cargas. Até porque os acessos ao cais já apresentam sérios problemas para responder à demanda atual. E os sinais de esgotamento não estão apenas dentro da zona portuária, mas igualmente no Sistema Anchieta-Imigrantes e até no Rodoanel”, observou Lourenço.

       Em relação à Fiorde, apesar das limitações do mercado, o executivo considerou que as expectativas de crescimento giram em torno de 12 e 15%. “Em 2015, a empresa planeja investimentos na área de tecnologia da informação e atendimento ao cliente, além de ampliar a sua frota de veículos apropriados para transporte de alimentos, produtos farmacêuticos e correlatos”, revelou.

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