O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, afirmou na noite de ontem (quinta-feira) acreditar
que diante do cenário atual o governo vai ter sensibilidade de não
promover um leilão do pré-sal agora. "Não é salutar para o governo fazer
leilão de pré-sal neste momento", disse. Ele destacou que um dos
fatores que tornam um leilão desinteressante neste momento é o preço do
óleo Brent, que está num patamar baixo. "Se houvesse leilão de pré-sal
neste momento seria muito oneroso para a companhia".
A respeito da
discussão no Congresso sobre alteração da legislação do pré-sal, considerou que é "inoportuna". "No momento de fragilidade da companhia, não
é adequado mudar a legislação", argumentou. Apesar disso, destacou que irá
"acompanhar com serenidade a discussão e vamos acatar". Bendine,
admitiu que existe uma ansiedade em torno de um reajuste nos preços dos
combustíveis pela estatal por conta de "fatos passados". Mas ressaltou
que a atual diretoria não pode ser simplista de promover um aumento
apenas para atender as expectativas.
Segundo Bendine, a estatal irá seguir o modelo de paridade internacional na
formação de seus preços. "Posso garantir que na formação de preços
temos margem muito boa para a companhia", disse. E completou: Não vamos
trabalhar em situação que gere desequilíbrio para a empresa." O
presidente da Petrobras negou ingerência do governo na formação de
preços e garantiu que a petroleira tem hoje uma política livre de
formação de preços e de reajustes.
"Parto do pressuposto que tenho
liberdade para fazer essa discussão com o conselho de administração, que
hoje é independente. Não temos nenhum membro do governo dentro do
conselho", destacou. Além disso, lembrou que a atual queda na
demanda por combustíveis também interfere na elaboração de preços. "O
mercado não está demandante em relação aos produtos. Estamos vendo
promoções entre as distribuidoras. Temos que ver se há espaço para
aumento diante dessa realidade", disse.

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