A balança comercial - diferença entre exportações e importações
- fechou o primeiro semestre com superávit acumulado de US$ 2,222
bilhões, de acordo com números divulgados há pouco pelo Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado é o
melhor para o período desde 2012, a última vez que o indicador tinha
registrado superávit nos seis primeiros meses do ano.
Em
junho, a balança registrou superávit de US$ 4,527 bilhões, revertendo o
resultado negativo de cerca de US$ 2,305 bilhões acumulados até maio. No
mês passado, o país exportou US$ 19,628 bilhões e importou US$ 15,101
bilhões. Segundos os dados, o superávit em junho foi o segundo melhor
resultado para o mês, perdendo apenas para junho de 2009 (US$ 4,603
bilhões).
Contribuíram para o superávit da balança comercial
os embarques da safra de grãos, principalmente de soja, e a exportação
de uma plataforma de petróleo de US$ 690 milhões. Vendido pela Petrobras
a uma subsidiária da estatal no exterior, o equipamento foi alugado
pela petroleira e não chegou a sair do país. Tanto o ministério quanto a
Petrobras asseguraram que a operação seguiu as normas de contabilidade
internacional.
No acumulado do ano, a melhoria do resultado
da balança decorreu do fato de que as importações estão caindo mais que
as exportações. De janeiro a junho, o Brasil exportou US$ 94,329
bilhões, queda de 14,7% pela média diária. As importações somaram US$
92,107 bilhões, com recuo de 18,5% também pela média diária.
Nas importações,
as maiores quedas registradas foram na compra de combustíveis e
lubrificantes (-36%) e de bens de capital (-15,8%). A importação de
matérias-primas caiu 15,1% e a compra de bens de consumo teve retração
de 13,7%.

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