As ações do governo Dilma Rousseff na área econômica foram o
principal componente para o aumento da desaprovação à gestão da petista,
segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Levantamento
contratado pela entidade ao Ibope mostrou que o nível de confiança em Dilma estava em 24% em março, o mais baixo para um primeiro ano de mandato de um presidente desde 1999.
"O
que estamos percebendo é insatisfação da população com a área
econômica", afirmou o gerente-executivo de pesquisa e competitividade da
entidade, Renato da Fonseca.
Segundo ele, o descontentamento com a
inflação começa a superar o de áreas como segurança, educação e saúde. Fonseca
disse que há uma "homogeneidade" na opinião da sociedade em relação ao
governo, independente da classe social. A desaprovação à gestão Dilma
cresceu tanto entre eleitores do candidato derrotado do PSDB, senador
Aécio Neves (MG), como entre eleitores da presidente. E entre os mais
jovens, há uma rejeição maior. A pesquisa mostrou que apenas 12% dos
brasileiros consideram o governo Dilma 'bom ou ótimo'.
As
ações do governo para combater a inflação são aprovadas por apenas 13%
dos brasileiros. Em dezembro, a aprovação era de 27%. A desaprovação a
ações contra a inflação cresceu de 69%, em dezembro, para 84%. Outros 3%
não souberam ou não quiseram responder.
A aprovação a ações
de combate ao desemprego caiu de 42% para 19%, enquanto a desaprovação
saiu de 54%, em dezembro, para 79% em março.
A aprovação ao
combate à pobreza também piorou, de 54% para 33%, na comparação entre
os resultados de dezembro e março. A desaprovação nesta área atingiu 64%
em março.
O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 142 cidades entre
21 e 25 de março. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos
porcentuais e o nível de confiança de 95%.

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