domingo, 19 de abril de 2015

Ex-ministro Palocci é investigado pela PF por suspeita de receber R$ 12 milhões por "consultoria" não comprovada















      Antonio Palocci está sendo investigado pela Justiça Federal do Paraná por suspeita de repasse de dinheiro. A acusação é revelada pela revista Época que diz ter documentos que indicam que o ex-ministro-chefe da Casa Civil recebeu R$ 12 milhões de empresas em 2010, quando coordenou a campanha presidencial de Dilma Rousseff. Entre as empresas das quais o petista recebeu pagamentos, mas não conseguiu comprovar o serviço de consultoria, a Época citou o Grupo Pão de Açúcar, através do escritório do criminalista Márcio Thomaz Bastos, o frigorífico JBS e a concessionária de carros Caoa.
      Segundo a revista, o ex-ministro é investigado pela Justiça Federal do Paraná por suspeita de repasse de dinheiro do esquema da Petrobras para a campanha da presidente Dilma Rousseff. A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) deve requerer os documentos para anexar ao inquérito da Operação Lava Jato. A reportagem afirma que Palocci recebeu R$ 5,5 milhões em 11 parcelas do escritório do advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, morto no ano passado.
      A origem do dinheiro, segundo a matéria, é o Grupo Pão de Açúcar, que negociava fusão com as Casas Bahia. Não foi identificado nenhum comprovante da prestação dos serviços da Projeto, consultoria de Palocci. Os repasses, informa a Época, foram feitos entre dezembro de 2009 e dezembro de 2010. A suspeita do MPF se deve ao fato de, além de não haver contrato por escrito, o Pão de Açúcar dizer que não houve nenhuma reunião com o ex-ministro da Casa Civil.
      Palocci, que também comandou o Ministério da Fazenda, antes da Casa Civil, deixou o último cargo depois de não conseguir explicar como multiplicou seu patrimônio por 20 em quatro anos.
A reportagem revela que há uma investigação sigilosa do Ministério Público em torno de 30 empresas que pagaram ao ex-ministro. A matéria da Época indica que o período em que ele coordenou a campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010, teria sido aquele em que mais prosperou financeiramente.

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