quarta-feira, 22 de abril de 2015

Governo pode retomar modelo antigo nas concessões ferroviárias

      O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, premido pela necessidade de turbinar os cofres públicos para garantir o cumprimento da meta fiscal pode levar o governo a retomar o modelo “antigo” nas concessões ferroviárias, no qual é cobrada uma taxa de outorga pelo direito de exploração da linha.
No modelo “novo”, lançado pela presidente Dilma Rousseff em 2011, essa taxa não era cobrada.
     
      A proposta é vista como mudança radical para os setores do governo envolvidos na definição das regras de concessão ferroviária. Não há consenso entre os ministérios sobre a mudança.
A nova proposta é analisada em conjunto pelos Ministérios dos Transportes, Fazenda, Planejamento e Casa Civil.
     
      A Avaliação no governo é de que a outorga do trecho da Norte-Sul, que acabou de ficar pronto poderia gerar receitas da ordem de R$ 3 bilhões. Em 2007, a Vale pagou R$ 1,478 bilhão para operar, por 30 anos, um trecho de 720 quilômetros da Norte-Sul, entre Palmas (TO) e Açailândia (MA).
 
      Apesar da resistência de parte da cúpula dos Transportes, onde a informação é de que ainda “nada mudou”, a área econômica não vê no leilão das outorgas uma ruptura do modelo desenhado. O entendimento é de que estaria garantida “a lógica crucial” do direito de passagens de outras empresas no trecho concedido.

      Críticos da proposta afirmam, porém, que as outorgas atuais dificultam a passagem de terceiros, impondo restrições operacionais, burocracias e custos pesados.

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