Algumas das grandes
empreiteiras do país, atingidas pela Operação Lava-jato, vão encolher para o que eram antes do boom
econômico dos anos Lula. Para pagar dívidas bilionárias, essas empresas estão promovendo um
feirão de concessões de aeroportos, rodovias, empresas de saneamento e
estaleiros.
Grupos estrangeiros e locais se organizam para ir às compras e
aproveitar as oportunidades que apareceram com o “petrolão”, mas ao
mesmo tempo têm receio de se envolver com empresas enroscadas no
escândalo. Os aeroportos de Guarulhos, Brasília e Natal, privatizados no governo
Dilma, estão à venda. Se houver uma boa proposta, o aeroporto de
Viracopos (Campinas) pode entrar no pacote, mas, por enquanto, os sócios
não têm interesse em se desfazer dele.
A construtora Engevix colocou à venda sua
participação na Inframérica, consórcio que opera os aeroportos de
Brasília e Natal. A empresa espera obter cerca de R$ 400 milhões com o
pacote, mas a venda não deve ser fácil. Grupos estrangeiros já avaliaram o negócio, mas acham que os sócios
argentinos da Inframérica podem exercer seu direito de preferência. Eles
já estariam procurando financiamento para comprar essa participação.
A OAS colocou à venda os 24,4% que possui na Invepar, concessionária
do aeroporto de Guarulhos, do metrô do Rio e de várias rodovias. O negócio pode acabar nas mãos da gestora de recursos Brookfield, do Canadá. Os canadenses vão conceder um financiamento
emergencial de R$ 800 milhões para OAS. Receberão, como garantia, um
pedaço dos 24,4% que a empreiteira tem na Invepar.
A operação será definida depois que os credores aprovarem a reestruturação da dívida da OAS, o que deve demorar seis meses. Outro ponto de incerteza na operação é o valor atribuído à Invepar.
Até agora, as propostas não ultrapassaram R$ 1,5 bilhão, e a OAS pede R$
2,8 bilhões, pressionada pelos fundos de pensão que são sócios do
negócio e não querem ver seu patrimônio desvalorizado por uma proposta
menor.
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