As exportações do Rio Grande do Sul atingiram US$ 1,58 bilhão em
maio, uma queda de 19,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16) pela Federação das Indústrias do Rio
Grande do Sul (Fiergs). O resultado, segundo a entidade, foi puxado
pelas commodities, que recuaram 34,3% (totalizando US$ 551 milhões),
influenciadas principalmente pela menor demanda externa por soja (-34%).
A indústria de transformação também apresentou desempenho negativo, caindo 9,2% nessa base de comparação, somando US$ 1,01 bilhão. Esse é o patamar mais baixo para o segmento nos meses de maio desde 2009 (US$ 859 milhões). A retração, contudo, foi menos intensa comparada ao total do Brasil (-10,9%).
"A desvalorização do câmbio tem servido para compensar parte das perdas relacionadas à queda da demanda externa por nossos produtos. No entanto, continuamos perdendo participação em importantes mercados em virtude dos elevados custos de produção que derrubam a competitividade das nossas mercadorias", avaliou o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.
Dos 24 segmentos industriais gaúchos,
apenas seis cresceram, enquanto 14 caíram e quatro mostraram
estabilidade. Os principais resultados negativos vieram de: Coque e
Derivados de Petróleo (-95,6%), Veículos Automotores, Reboque e
Carrocerias (-32,0%), Máquinas e Equipamentos (-25,6%) e Couro e
Calçados (-10,8%). Os destaques positivos foram de Químicos (22,7%),
Tabaco (17,8%) e Alimentos (6,1%).
Quanto aos destinos
das vendas externas do Estado, a China manteve a liderança (US$ 523,7
milhões), apesar da queda de 33,8%, comprando basicamente soja. A
segunda posição ficou com a Argentina (US$ 101,4 milhões), que diminuiu
em 11,7% as encomendas e recebeu principalmente veículos automotores. Na
sequência vieram os Estados Unidos (US$ 87,5 milhões), que reduziram em
20,9% as importações do Estado e teve como destaque as armas de fogo.
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