quarta-feira, 17 de junho de 2015

Ministro da SEP diz que Brasil precisa de mais investimentos privados nos portos

      O PIL Portos, que envolve investimentos privados que podem alcançar R$ 37,4 bilhões até 2018, está sendo discutido por especialistas em logístico do setor portuário, envolvendo diversos temas relativos a sua aplicação. Segundo o ministro-chefe da SEP (Secretaria Especial de Portos), Edinho Araújo, o Brasil precisa desses investimentos privados neste momento de ajustes. “O setor portuário pode ser uma das molas para impulsionar nossa economia na direção do crescimento”.


       O ministro disse ainda estar otimista com a possibilidade de finalizar algumas licitações ainda este ano e manifestou confiança de que o setor portuário dará resposta imediata ao programa de investimentos em logística, por conta da demanda altamente aquecida. Ele também comentou que os gargalos nos acessos a portos, como o de Santos, e a dragagem dos canais de acesso estão no centro das preocupações da Secretaria de Portos e do Governo Federal. “Não adianta termos um porto moderno sem a qualidade de acessos terrestres e marítimo. Necessitamos conjugar os modais rodoviário, ferroviário e aquaviário para buscar a eficiência necessária”, afirmou.

       Araújo  também fez um balanço da nova lei de portos, detalhando os investimentos previstos nos três pilares do programa: autorizações de novos terminais de uso privado, licitação de novos arrendamentos em portos públicos e renovações antecipadas de contratos por vencer em curto prazo. Segundo o ministro, a expectativa é de que os arrendamentos atraiam recursos de R$ 11,7 bilhões, a instalação de novos terminais de uso privado cerca de R$ 15 bilhões e as renovações antecipadas de contratos outros R$ 10,8 bilhões. “São investimentos que irão revolucionar o sistema portuário brasileiro, ampliando, modernizando e tornando mais eficientes os portos públicos e privados”, destacou.

       Para isso, licitações de novas áreas em portos organizados devem ser disparadas ainda este ano e no primeiro semestre de 2016. “Decidimos licitar inicialmente os terminais que têm grande atratividade e maior demanda para o mercado privado, áreas sem conflito e que deverão receber alto volume de investimentos”, explicou o ministro.

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