quarta-feira, 17 de junho de 2015

Construção do segundo porto em Natal tira movimento de cargas da área urbana

       As duas propostas de construção do segundo porto no rio Potengi têm em comum o fato de tirar a movimentação de grandes cargas da área urbana de Natal. O presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Emerson Fernandes, entregou um estudo que já foi elaborado há uma década ao secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Paulo Roberto Cordeiro, em que prevê um custo de R$ 940 milhões para as obras do novo porto.

       “A vantagem é que o novo porto terá mais área para acumular cargas e facilidades de acesso sem ter de passar pelo centro da cidade”, disse Emerson Fernandes, além  da possibilidade “de propiciar a intermodalidade, junta rodovias, ferrovias  e aeroporto com o próprio porto”.

       Segundo Fernandes, não existe nenhum inconveniente na construção do novo porto, que seria construído para atracagem de navios graneleiros de grande porte. Portanto, não se fala em gargalo por causa da altura dos navios e falta de defensas da porte Forte-Redinha, por onde só não passam os grandes navios transatlânticos de turismo.

       Segundo Fernandes, o projeto poderia ser executado integral ou parcialmente, “atendendo uma necessidade de longo prazo –  daqui a 40 ou 50 anos – para incentivar o desenvolvimento econômico do Estado. A diferença entre o estudo da Codern e o que foi apresentado pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), é o tamanho do cais e o volume de recursos necessários à execução do projeto. Enquanto a Codern fala num cais de 1.000 metros, o Cerne defende a construção de um porto de 2.500 metros de extensão numa área interna da península existente no manguezal à esquerda do rio Potengi, enquanto a Companhia propõe a construção na área externa da península.

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