As duas propostas de construção do segundo
porto no rio Potengi têm em comum o fato de tirar a movimentação de
grandes cargas da área urbana de Natal. O presidente da Companhia Docas
do Rio Grande do Norte (Codern), Emerson Fernandes, entregou um estudo
que já foi elaborado há uma década ao secretário estadual de
Desenvolvimento Econômico, Paulo Roberto Cordeiro, em que prevê um custo
de R$ 940 milhões para as obras do novo porto.
“A vantagem é que
o novo porto terá mais área para acumular cargas e facilidades de
acesso sem ter de passar pelo centro da cidade”, disse Emerson
Fernandes, além da possibilidade “de propiciar a intermodalidade, junta
rodovias, ferrovias e aeroporto com o próprio porto”.
Segundo
Fernandes, não existe nenhum inconveniente na construção do novo porto,
que seria construído para atracagem de navios graneleiros de grande
porte. Portanto, não se fala em gargalo por causa da altura dos navios e
falta de defensas da porte Forte-Redinha, por onde só não passam os
grandes navios transatlânticos de turismo.
Segundo Fernandes, o
projeto poderia ser executado integral ou parcialmente, “atendendo uma
necessidade de longo prazo – daqui a 40 ou 50 anos – para incentivar o
desenvolvimento econômico do Estado. A diferença entre o estudo
da Codern e o que foi apresentado pelo Centro de Estratégias em Recursos
Naturais e Energia (Cerne), é o tamanho do cais e o volume de recursos
necessários à execução do projeto. Enquanto a Codern fala num cais de
1.000 metros, o Cerne defende a construção de um porto de 2.500 metros
de extensão numa área interna da península existente no manguezal à
esquerda do rio Potengi, enquanto a Companhia propõe a construção na
área externa da península.
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