O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz
Eduardo Barata, afirmou nesta segunda-feira (15) que a importação de eletricidade de
países vizinhos pode ser ampliada para evitar a falta de energia no
Brasil. "Vamos começar a trabalhar desde já para não sermos
surpreendidos no verão, como ocorreu no começo deste ano", destacou.
Eduardo Barata lembrou que os níveis dos reservatórios das usinas
tiveram uma queda significativa devido a estiagem do último ano.
Entre
os países que podem fornecer energia para o Brasil em caso de crise, o
secretário citou a Argentina e o Uruguai. "Temos agora com o Uruguai,
no Rio Grande do Sul, uma interligação forte, que está sendo concluída em
julho. O Uruguai aumentou bastante o parque energético e eles têm
interesse no fornecimento dos excedentes", explicou.
O
secretario esclareceu que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
deve regulamentar a possibilidade das empresas que geram a própria
energia vender a produção excedente. "Outra possibilidade, a ser
regulamentada pela Aneel, é a que permite a consumidores com sobra de
geração dispor dessa fonte."
Em fevereiro, a Aneel fez
alterações nas regras para contratos internacionais de compra e venda de
energia elétrica. Até então, os agentes importadores e exportadores
tinham direito a fazer apenas um contrato por mês. A partir da
publicação da decisão, o prazo passou a ser semanal. As mudanças, que
vigoraram até este mês, tinham por objetivo viabilizar compras
emergenciais de energia.

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