quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Ex-presidente do BNDES no governo Lula nega ter havido política de criação de empresas "campeãs"

        O ex-presidente do Bndes Demian Fiocca afirmou nesta quinta-feira (3), que não existe no banco uma política de criação das chamadas "campeãs nacionais", grandes companhias capazes de liderarem determinados setores no comércio mundial. "Essa é uma formulação que tem sido feita fora do banco por analistas, ao avaliarem algumas operações do banco. A política do banco tem sido de aumentar o volume de operações, essa é uma política geral", assegurou, em depoimento à CPI do Bndes na Câmara dos Deputados.
       Questionado pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), Fiocca negou que os critérios de concessão de crédito do Bndes tenham sido moldados com o objetivo de estimular a criação dessas "campeãs nacionais" durante o governo do ex-presidente Lula. "Houve um aprimoramento de políticas operacionais para aumentar o volume de financiamentos, mas não houve alterações caso a caso nos contratos. O Bndes vai se moldando a políticas de governo, é um órgão de Estado", completou.
       Fiocca foi presidente do Bndes de março de 2006 e maio de 2007, substituindo o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e antecedendo o atual presidente da instituição, Luciano Coutinho.
Ele disse não acreditar na possibilidade de práticas de corrupção dentro do banco de fomento. E garantiu que não houve nenhuma tratativa inadequada com ninguém do governo no sentido de favorecer uma determinada empresa durante a sua gestão, entre março de 2006 e maio de 2007.

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