domingo, 19 de abril de 2015

Empresários acreditam que Plano de Exportações do governo será anunciado em maio

      Empresários que participaram da 14ª Reunião do Conselho Consultivo do Setor Privado (Conex) da Câmara de Comércio Exterior, no Palácio do Planalto, acreditam que o governo deverá anunciar o Plano Nacional de Exportações (PNE) na primeira quinzena de maio. Mas o ministro  do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Armando Monteiro, saiu da reunião afirmando que ainda não há uma data para o lançamento do plano, prometido pelo governo inicialmente para fevereiro.
      "Se nós somos a sétima economia do mundo, temos de ter um comércio exterior compatível, subindo da posição de 25% lugar, para pelo menos para a décima posição (referindo se a presença entre os exportadores e importadores globais)", defendeu a presidente Dilma Rousseff, na reunião com 20 empresários e conselheiros. Os empresários comemoraram o fato de a presidente ter se disposto a participar do encontro, em momento em que o setor enfrenta sérios problemas.
     O conselho não se reunia desde 2011 e quando isso ocorria, os encontros sempre eram feitos em São Paulo, e nunca com a presença de um presidente da República. "A presença de Dilma demonstra que ela está bem consciente da importância do comércio exterior e do potencial que este segmento tem, desde que sejam eliminados os gargalos e as mazelas e que se resolva a questão do crédito para o setor", declarou o diretor-presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, depois de lembrar que este é o quarto ano de queda de participação do Brasil no mercado mundial exportador. "Precisamos destrancar investimentos e desburocratizar o setor", acrescentou.
       O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro, observou que Dilma ouviu com atenção as queixas dos empresários do setor. "Se não fizermos o dever de casa vamos ter de rezar muito e em mandarim", ironizou Castro, insistindo para que o Brasil tenha as exportações como prioridade. "Precisamos fazer o dever de casa porque se o Brasil tem um PIB grande, precisa ter um volume de comércio exterior compatível com o tamanho do País".

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