domingo, 5 de abril de 2015

Dilma e Obama terão encontro reservado no Panamá para tratar da reaproximação entre Brasil e Estados Unidos

     Os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama terão um encontro reservado na cidade do Panamá nessa semana, em uma tentativa de reaproximação entre o Brasil e os Estados Unidos, esfriadas desde o vazamento das notícias de espionagem das atividades do Palácio do Planalto, há mais de dois anos. Os dois líderes estarão na capital panamenha para participar da 7ª Cúpula das Américas. A reunião, fechada, pode definir a da data da visita que Dilma pretende fazer a Washington ainda esse ano. 
      A presidente brasileira desistiu de realizar uma visita de Estado - a mais elevada no protocolo americano - e optou por uma visita de trabalho, de caráter mais informal. Se preferisse o primeiro formato, teria de esperar até 2016, já que o calendário da Casa Branca para esse tipo de evento está carregado neste ano. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e o presidente da China, Xi Jinping, serão recebido nos próximos meses.
      Havia também um problema de agenda, com poucos anúncios de peso a serem feitos pelos presidentes em um encontro carregado de formalidade e simbolismo, no qual está incluído um jantar black-tie na Casa Branca para dezenas de convidados. "A visita de Estado eleva as expectativas a um patamar que é inalcançável nas condições atuais", avalia o diretor do Brazilian Institute do Wilson Center, Paulo Sotero.
      Os Estados Unidos estão empenhados em reconstruir as pontes com o Brasil, depois do estrago provocado pela revelação de que a Agência de Segurança Nacional (NSA) espionou comunicações de Dilma, da Petrobrás, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de cidadãos brasileiros. A reação de Dilma foi o cancelamento da visita de stado que faria a Washington em outubro de 2013.

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