O Japão deu, nesta quinta-feira, o primeiro passo para a
abertura de um painel contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio
(OMC). Os japoneses apresentaram pedido de consultas formais à
delegação brasileira em Genebra, na Suíça, questionando os incentivos
fiscais concedidos aos setores de informática, telecomunicações,
eletroeletrônicos e automotivo. As partes terão, agora, 60 dias para
chegarem a um acordo ou, caso contrário, deixarem a solução para um
comitê de arbitragem escolhido pela OMC.
Junto com Estados
Unidos, China, Argentina, Austrália, entre outros, o Japão já era parte
interessada em uma ação idêntica contra o Brasil na OMC, movida pela
União Europeia (UE). O painel foi aberto em dezembro do ano passado e o
litígio com os europeus só deverá ter um desfecho conhecido dentro de
cerca de um ano, segundo uma fonte do governo brasileiro que acompanha o
contencioso.
Pelo visto até agora, o documento
apresentado pelo Japão à OMC é uma cópia do que escreveram os europeus,
disse uma fonte, acrescentando que o governo brasileiro está
preparando sua defesa. A pressão contra o Brasil, devido aos
incentivos à produção de produtos de alta tecnologia, como
semicondutores, tablets, smartphones, sotware e automóveis, tem como
justificativa apresentada por UE e Japão o fato de o Brasil adotar uma
taxação mais alta sobre os mesmos itens importados. Eles também se
queixam de que esses benefícios são dados em troca de mais exportações e
investimentos.
(imagem: a cidade de Tóquio e o Trem Bala)

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