quarta-feira, 19 de agosto de 2015

AEB entende que país precisa rever medidas para aumentar competitividade na exportação de manufaturados


        A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) avalia que o país precisa rever uma série de medidas para aumentar a competitividade de seus produtos manufaturados. O presidente da entidade, José Augusto de Castro, afirma que é possível que o Brasil alcance esse objetivo, se mantendo um dos principais exportadores de commodities. Para isso, ele defende que, além de melhorias em infraestrutura e logística, o país resolva impasses burocráticos envolvendo questões tributárias, trabalhistas e ambientais que prejudicam o potencial do comércio exportador brasileiro de alto valor agregado.
      Segundo Castro, os portos deveriam ser prioridade na política de exportação, na medida em que 95% das exportações são feitas pelo modal marítimo. Ele avalia que a Lei dos Portos (12.815/2013), que completou dois anos em junho, trouxe poucos resultados efetivos devido, principalmente, à burocracia e questões ambientais. "Temos que melhorar a infraestrutura e logística para que possamos concorrer com nossos produtos manufaturados", diz ele,
       O presidente da AEB aponta deficiências desde o acesso até dentro do porto, o que atrapalha a movimentação e gera custos maiores e perda de competitividade. Atualmente, a exportação de produtos manufaturados brasileiros tem como principais destinos América do Sul e Estados Unidos. A AEB projeta potencial para o país exportar mais produtos de alto valor agregado para Europa, Ásia e Oriente Médio, onde a importação de produtos brasileiros ainda é pequena. Para aumentar a competitividade, a associação destaca a necessidade de melhorar a qualidade das especificaçôes dos produtos e tornar os custos mais competitivos.
       A quantidade de empresas exportadoras é de 19 mil empresas exportadoras, ante cerca de 45 mil importadoras, conforme a AEB. O dirigente explica que os manufaturados são produtos que não enfrentam a instabilidade do preço das commodities. "Dos 15 maiores exportadores do mundo, 13 são exportadores de manufaturados, que geram muito mais receita e empregos no país", destaca.
De tudo que o Brasil exporta hoje, 60% são commodities, relata Castro.

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