Mais de três mil trabalhadores já foram
demitidos dos portos brasileiros este ano. Quase a metade em Santos, o maior terminal do país. Além da crise não, muitos
trabalhadores estão sendo substituídos por máquinas. Desde janeiro 1,2 mil postos de trabalho já foram fechados no porto paulista. Em todo o país já são mais de 3 mil afastamentos, sem perspectivas
de que as vagas sejam reabertas.
Os representes dos trabalhadores, preocupados, mudaram de estratégia, com mais jogo de cintura na hora de negociar reajustes e
benefícios. "Não adianta agora a gente bater o pé, pôr aumentos que a
gente sabe que o empresário não vai conseguir colocar e esse posto de
trabalho vai ser fechado e isso não nos interessa”, argumentou o diretor do Settaport, Edson
Nascimento dos Santos.
Um dos sindicatos portuários, como forma de evitar demissões, recebeu uma proposta de redução
de jornada de trabalho e de salário com estabilidade de um ano no
emprego. “Nesse momento, o principal para nós é a manutenção do
emprego, porque se houver demissão, dificilmente você recoloca o mesmo
número de empregados”, disse o presidente do Sindaport, Everandy Cirino.
O curioso é que mesmo
com a economia do país em crise, o porto de Santos bateu recorde de
movimentação de grãos no primeiro semestre. Então, como explicar as
demissões? “Não precisa crescer necessariamente na mesma
proporção a mão de obra. Por quê? Porque essa operação tem uma
mecanização muito grande”, explicou o consultor portuário Sérgio Aquino.
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