A Posionia, mais nova empresa brasileira de navegação, vai investir US$ 100 milhões em cinco anos, para formar uma frota de cinco navios destinados ao transporte de carga seca,
entre próprios e alugados. Hoje a companhia opera com duas embarcações
nesse segmento, ambas afretadas. Com o investimento, uma das metas do
armador é ampliar a fatia no transporte de cargas de projeto na
navegação doméstica, abocanhando 50% do nicho.
"Na crise há as
melhores oportunidades. A cultura brasileira em geral é de curto prazo,
mas o Brasil é muito maior",argumentou Abrahão Salomão, sócio da Posidonia,
que atua também no transporte de longo curso. Parte
do investimento será com financiamento do Fundo de Marinha Mercante
(FMM), linha de longo prazo para a indústria naval vinculada ao
Ministério dos Transportes. Atualmente, a empresa não tem financiamento, tudo é
geração do próprio caixa.
"A companhia é o nosso objetivo, não o
nosso instrumento", explicou Salomão. Além dele, os demais sócios são
Alexandros e Felipe Ikonomopoulos, ambos donos da Kadmos, empresa de uma
família de corretores e armadores de origem grega. O programa de
expansão da frota consiste na construção de três navios com capacidade
nominal para entre 7 mil e 15 mil toneladas. Cada qual demandará cerca
de US$ 27 milhões. A Posidonia avalia três estaleiros para fazer as
encomendas. A armadora está construindo, em um estaleiro do Sul, o
navio próprio "Posidonia Bravo", que terá oferta para 2,7 mil
toneladas. Orçada em US$ 17 milhões, a embarcação será do tipo deck
aberto, que pode levar todo tipo de carga. Deve ser entregue em 2016.
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