quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Ministro crítica "falta de sensatez" nos debates sobre financiamento do BNDES para o Porto de Mariel, em Cuba

       O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, cobrou mais “sensatez” nos debates políticos que têm sido feitos em relação ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Social e Econômico). Segundo ele, essas discussões deixam de levar em conta os benefícios que o banco tem trazido para as exportações brasileiras.
       Monteiro ponderou que financiamentos como o do Porto de Mariel, em Cuba, têm sofrido críticas injustas, uma vez que beneficiam também as chamadas exportações indiretas. Explicou que algumas questões foram politizadas de forma equivocada e todas as discussões que dizem respeito ao banco estão politizadas. Citou as exportações de serviços nos últimos oito anos, onde o volume total dos financiamentos do banco alcançou US$ 11 bilhões.
      “Nesse período, o orçamento do BNDES foi de quase US$ 400 bilhões. Ou seja, falamos de algo que corresponde a apenas 3% do orçamento do banco. Esse debate precisa ser recolocado de maneira sensata, porque o BNDES é um grande instrumento e tem papel insubstituível”, destacou.
       O ministro também detalhou os “cinco pilares” do Plano Nacional de Exportação, que está a cargo de sua pasta. O primeiro é a ampliação do acesso do país a novos mercados.
O segundo a promoção comercial, o terceiro envolve questões como seguro e garantias e o quarto refere-se ao aprimoramento dos regimes tributários aplicados à exportação, com processos mais simples e ágeis. O último visa ainda facilitar o chamado comércio em linha, de forma a simplificar procedimentos aduaneiros, criando janelas únicas para que os usuários só coloquem os dados uma vez no sistema, o que, segundo o ministro, vai reduzir prazos.

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