O
ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando
Monteiro, cobrou mais “sensatez” nos debates políticos que têm sido
feitos em relação ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Social e
Econômico). Segundo ele, essas discussões deixam de levar
em conta os benefícios que o banco tem trazido para as exportações
brasileiras.
Monteiro ponderou que financiamentos como o do Porto de Mariel, em Cuba, têm
sofrido críticas injustas, uma vez que beneficiam também as chamadas
exportações indiretas. Explicou que algumas questões foram politizadas
de forma equivocada e todas as discussões que dizem respeito ao banco
estão politizadas. Citou as exportações de serviços
nos últimos oito anos, onde o volume total dos financiamentos do banco
alcançou US$ 11 bilhões.
“Nesse período, o orçamento do BNDES foi de quase US$ 400 bilhões. Ou seja, falamos de algo que
corresponde a apenas 3% do orçamento do banco. Esse debate precisa ser
recolocado de maneira sensata, porque o BNDES é um grande instrumento e
tem papel insubstituível”, destacou.
O ministro também
detalhou os “cinco pilares” do Plano Nacional de Exportação, que
está a cargo de sua pasta. O primeiro é a ampliação do acesso do país a
novos mercados.
O
segundo a promoção comercial, o terceiro envolve questões como seguro
e garantias e o quarto refere-se ao aprimoramento dos regimes
tributários aplicados à exportação, com processos mais simples e ágeis. O
último visa ainda facilitar o chamado comércio em linha, de forma a
simplificar procedimentos aduaneiros, criando janelas únicas para que os
usuários só coloquem os dados uma vez no sistema, o que, segundo o
ministro, vai reduzir prazos.
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