A visita do primeiro-ministro da China, Li Keqiang, ao Brasil,
na próxima semana, pode ajudar a destravar a venda de 60 aviões da
Embraer para duas empresas do país, a Tianjin Airlines e o Banco
Industrial e Comercial da China. A venda foi acertada há um ano, durante
a visita do presidente chinês, Xi Jinping, mas até hoje não foi
concluída.
Em janeiro deste ano, a presidente Dilma Rousseff cobrou uma solução durante a visita do vice-presidente chinês, Li Yuanchao, que prometeu acelerar o processo. "As companhias aguardavam a autorização do governo chinês, o que já foi feito", informou o embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário de Política II do Itamaraty. Nesta visita, deve ser anunciado o primeiro lote de 22 aeronaves para a Tianjin Airlines.
Mas essa é apenas uma pequena parte de uma visita em que devem ser assinados 36 acordos de tipos diversos, incluindo o que cria uma linha de crédito de US$ 53,3 bilhões para infraestrutura e deve financiar, entre outras obras, a ferrovia transoceânica, ligando a linha brasileira Norte-Sul ao oceano Pacífico, passando pelo Peru. "Dessa cifra de US$ 53 bilhões, um número muito próximo de US$ 50 bilhões se refere a financiamento de projetos novos, que ainda estão em estudo", adiantou o embaixador.
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