As perdas decorrentes dos roubos de cargas, ocorridos em 2014, no
Brasil, devem chegar aos R$ 2,2 bilhões. A estimativa parcial é da
NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e
Logística). Somente com mercadorias perdidas, a quantia totaliza R$ 1
bilhão, o restante refere-se ao valor dos caminhões que não foram
recuperados. Segundo dados da associação 22% do total dos veículos não
foram encontrados. Foram, aproximadamente, 17,5 mil ocorrências no ano
passado contra 15,2 mil em 2013.
A região Sudeste do país continua na liderança do total de casos.
Somente os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro respondem por mais
de 80% das ocorrências. Os números do estado fluminense, também chama
atenção, onde o total de casos cresceu 10% na comparação com 2013. Para o
coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da
NTC&Logística, o que vem caracterizando o crime no Rio de Janeiro é a
integração do roubo de cargas com outros crimes, como o tráfico de
drogas.
“O produto do roubo é usado para financiar a atuação dos
traficantes”, revelou Souza.
Os produtos mais visados pelos criminosos são eletroeletrônicos,
cigarros, alimentícios, farmacêuticos, químicos e autopeças. Das
ocorrências, 75% foram em áreas urbanas e 25% e rodovias.
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