As exportações gaúchas recuaram 1% em abril, em comparação com o
mesmo período de 2014, somando US$ 1,65 bilhão. Conforme informações
divulgadas nesta segunda-feira (18) pela Federação das Indústrias do Rio
Grande do Sul (Fiergs), o resultado foi puxado pela queda de 5,1% da
indústria, responsável por US$ 923 milhões das vendas totais, que
atingiram o menor patamar para o mês desde 2009, quando foram sentidos
os efeitos da crise financeira internacional.
"A economia brasileira passa por uma crise de competitividade que é agravada pela falta de acordos comerciais relevantes. Nesse cenário, a taxa de câmbio mais desvalorizada ainda não tem sido suficiente para alavancar as vendas externas da indústria", afirmou o presidente da Fiergs, Heitor José Müller, ao avaliar a balança comercial do Estado.
De
um total de 24 segmentos da indústria gaúcha, apenas cinco tiveram
crescimento, enquanto 11 caíram e oito ficaram estáveis. Os principais
desempenhos negativos vieram de: Materiais Elétricos (-48,0%), Máquinas e
Equipamentos (-15,9%), Tabaco (-15,6%), Couro e Calçados (-12,5%),
Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (-10,7%). Os destaques
positivos foram de Metalurgia (33,3%) e Químicos (30,3%).
Já
as vendas externas de produtos básicos (commodities) evoluíram 5,5%
(total de US$ 705 milhões), influenciadas pelo aumento da demanda
externa por soja (18,1%). O resultado só não foi melhor em função da
queda das exportações de milho (-87,5%).
Em relação aos
destinos das vendas externas do Estado, a China garantiu a liderança
(US$ 612,8 milhões), um aumento de 6,1%, adquirindo basicamente soja. A
segunda posição ficou com a Argentina (US$ 101,1 milhões), que diminuiu
em 7,5% as encomendas e recebeu principalmente polietilenos. Na
sequência vieram os Estados Unidos (US$ 91,1 milhões), ao reduzir em
4,6% sua solicitação, cujos produtos destaques foram blocos de cilindros
para motores.
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