segunda-feira, 4 de maio de 2015

Executivos da Camargo Correa confirmam à Justiça pagamento de propina em contratos com a Petrobras

       Os executivos Eduardo Hemerlino Leite e Dalton Avancini, da Camargo Correa, em depoimento nesta segunda-feira, dia 4, na Justiça Federal, em Curitiba (PR), confirmaram ao juiz Sérgio Moro pagamento de propina em contratos com a Petrobras.  Eles revelaram que 1% dos contratos  da empreiteira eram pagos às diretorias de Abastecimento e de Serviços.  Os fatos são investigados na Operação Lava Jato.

      Os dois relataram que o pagamento de propina era institucionalizado na empreiteira. Leite e Avancini disseram que, quando ocuparam cargo na diretoria de Óleo e Gás da empresa, foram informados, durante a troca de diretoria, sobre os pagamentos de propina. Segundo Leite, a Camargo Corrêa pagou R$ 63 milhões à Diretoria de Serviços, então comandada por Renato Duque, e R$ 47 milhões, à Diretoria de Abastecimento.

       Os pagamentos ocorreram principalmente nas obras da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. "Na verdade, o que variava era a capacidade de cumprir esse fluxo. Como os valores eram muito altos, esse 1% era um valor significativo. Pelo menos na Camargo, por não operar sistema de caixa dois, havia uma dificuldade muito grande para efetuar qualquer tipo de pagamento e quase impossível honrar esse fluxo de 1%", disse Leite.

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