segunda-feira, 4 de maio de 2015

Caça Rafale é o principal produto de exportação militar da França e leva o país ao segundo lugar mundial no comércio de armas

        Os caças Dassault Rafale, preteridos pelo governo brasileiro, que optou pelos suecos Gripen, da Saab, se tornaram o principal produto de exportação militar da França e devem levar o país à segunda posição mundial em comércio de armas do mundo neste ano, à frente da Rússia e atrás apenas dos Estados Unidos.

         O fracasso das negociações com Brasília não arrefeceu o ânimo do presidente François Hollande, que foi a luta para vender o avião francês. O esforço foi recompensado. Nesta segunda-feira (4), em Doha, ele  assinou com o emir do Catar, Tamim Al-Tani, um contrato de venda de 24 aviões ao país asiático, por um total de 6,3 bilhões de euros. O acordo prevê a entrega das aeronaves a partir de meados de 2018, além da venda de mísseis ar-ar Meteor e mísseis de cruzeiro Scalp, de fabricação francesa.

        Os pilotos da Força Aérea do Catar também serão treinados em solo francês, e todos os equipamentos serão produzidos na França, sem transferência de tecnologia. Como o Brasil, o Catar também já possuía aparelhos do país, com 12 aviões de caça Mirage 2000 ainda em atividade, uma esquadrilha que agora será integrada pelos Rafales. O Catar é hoje um dos maiores investidores externos na França. Fundos do país são donos de hotéis de luxo (como o Carlton, de Cannes) a clubes de futebol, como o Paris Saint-Germain (PSG).

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