A Suzano também já decidiu que vai direcionar ao mercado externo o excedente de papel produzido em suas fábricas no país, após vendas “muito fracas” em janeiro e fevereiro. Além de cartões, a companhia fabrica papéis de imprimir e escrever, duas categorias que registraram retração em janeiro. A Suzano considera que os números do primeiro trimestre ainda não devem refletir essa estratégia, por conta dos prazos mais longos inerentes à exportação.
A Klabin, diante do mix de produtos e de mercados atendidos, tem flexibilidade para direcionar sua produção conforme as condições mais favoráveis. A aposta, internacionalmente, da Ibema, é a Colômbia, país cuja economia tem crescido a taxas superiores às dos vizinhos latino-americanos e que consome, por ano, 100 mil toneladas de papel-cartão. A meta da fabricante paranaense é vender aos colombianos 2 mil toneladas anuais de cartões, abocanhando 2% do mercado local.
O mercado colombiano vem surpreendendo à Ibema, que está fornecendo basicamente a gráficas. Para levar seus cartões ao mercado da Colômbia, a indústria montou um plano de acesso marítimo, já que o país tem acesso tanto pelo Pacífico quanto pelo Atlântico, facilitando a chegada de produtos de todo o mundo.
Mas, por enquanto, a Argentina, deverá seguir sendo o mercado mais relevante da Ibema fora do Brasil, responsável por 55% das exportações. Em 2014, a crise econômica argentina reduziu em 8% a 10% os embarques da Ibema para lá. Ao todo, no ano passado, as exportações brasileiras de cartões, em volume, caíram cerca de 10% comparado com 2013.

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