sexta-feira, 13 de março de 2015

Ex-diretor da Petrobras acusa Sérgio Cabral, Pezão e Tião Viana de terem recebido dinheiro desviado da estatal para suas campanhas eleitorais

      O esquema de desvio de recursos da Petrobras pode ter alimentado em 2010 as campanhas eleitorais do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), com R$ 30 milhões, e do governador do Acre, Tião Viana (PT), com R$ 300 mil, segundo o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, um dos principais delatores da operação Lava-Jato.

      O ex-diretor da estatal  também citou o atual governador fluminense, Luiz Fernando Pezão (PMDB), por ter participado de uma das reuniões em que teria sido negociado o repasse de recursos para o suposto caixa dois da campanha de Cabral.

       Pezão e Viana são alvos da Procuradoria-Geral da República, que enviou pedidos de abertura de investigação contra os dois governadores supostamente envolvidos no esquema de corrupção em contratos da Petrobras. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgará os pedidos.

      Na delação, feita em agosto de 2014, Costa afirmou que o então governador do Rio Sérgio Cabral teria sido um dos  “agraciados com o pagamento de propina da Petrobras”, com o valor de R$ 30 milhões de “ajuda”. O ex-diretor da estatal afirmou que conheceu Cabral no primeiro mandato do peemedebista, por volta de 2007, em uma reunião para tratar do projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Costa disse ainda que manteve contato próximo com o governador por conta do Comperj.

      Em uma reunião marcada para tratar de contribuições para a campanha de reeleição de Cabral, no início de 2010, estavam o então-vice governador Luiz Fernando Pezão e empresas que atuavam na obra do Comperj. Na ocasião, segundo o delator, foi explicado que essas companhias deveriam ajudar a campanha do governador, “fazendo pagamentos para o caixa dois”. Essas afirmações estão registradas no termo de colaboração número quatro.

      Ao falar sobre o suposto repasse de recursos desviados para Tião Viana em 2010, Costa disse que o montante foi para a campanha do petista ao Senado. No entanto, naquele ano, o então senador não disputou o Senado e sim o governo estadual. Os três negaram terem praticado quaisquer irregularidades.

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