terça-feira, 18 de agosto de 2015

Principais bolsas da Europa fecham o pregão com leve queda pressionadas pelo recuo das ações na China

       As principais bolsas da Europa encerraram o pregão em leve queda, em um dia de forte volatilidade. As negociações foram, por um lado, pressionadas pelo tombo das ações na China e, por outro, impulsionadas por dados positivos da economia dos Estados Unidos. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou em alta de 0,22%, aos 388,13 pontos.
       O Xangai Composto, principal índice acionário da China, teve queda de 6,2%, encerrando o pregão a 3.748,16 pontos. A forte baixa ocorreu apesar de o Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) ter injetado 120 bilhões de yuans (US$ 18,77 bilhões) no sistema financeiro, na maior operação em um único dia em quase 19 meses, e após indicadores favoráveis do setor imobiliário.
       A onda de vendas reacendeu o temor dos mercados sobre a saúde da economia chinesa e provocou a forte baixa das ações de companhias expostas ao país asiático. Por causa disso, a Bolsa de Londres - onde empresas de mineração e energia têm grande peso - teve o pior desempenho do continente, com baixa de 0,37%, aos 6.526,29 pontos. As ações da BHP Billiton cederam 1,85% e da BP recuaram 1,16%.
       As empresas relacionadas às commodities também prejudicaram o desempenho das ações na Bolsa de Frankfurt, que fechou em queda de 0,22%, aos 10.915,92 pontos. Os papéis do grupo industrial ThyssenKrupp cederam 2,49%, liderando as baixas do índice DAX. A queda dos preços do petróleo pesaram sobre as ações da Total, que fecharam em baixa de 1,65%, uma das maiores quedas da Bolsa de Paris (foto). O índice de referência CAC-40 terminou em queda de 0,27%, aos 4.971,25 pontos.
       Apesar disso, os investidores tiveram um alívio com a divulgação de dados do setor imobiliário dos Estados Unidos. As construções de moradias iniciadas subiram 0,2% em julho ante junho, para o maior nível desde outubro de 2007. Além disso, o resultado de junho ante maio foi revisado para cima.
A perspectiva de melhora na economia dos EUA mudou a tendência negativa das bolsas, que passaram a operar com volatilidade. Desta forma, as demais bolsas do continente fecharam o pregão próximo da estabilidade.

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