As principais bolsas da Europa
encerraram o pregão em leve queda, em um dia de forte volatilidade. As negociações foram, por um lado,
pressionadas pelo tombo das ações na China e, por outro, impulsionadas
por dados positivos da economia dos Estados Unidos. O índice pan-europeu
Stoxx 600 terminou em alta de 0,22%, aos 388,13 pontos.
O
Xangai Composto, principal índice acionário da China, teve queda de
6,2%, encerrando o pregão a 3.748,16 pontos. A forte baixa ocorreu
apesar de o Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) ter injetado 120
bilhões de yuans (US$ 18,77 bilhões) no sistema financeiro, na maior
operação em um único dia em quase 19 meses, e após indicadores
favoráveis do setor imobiliário.
A onda de vendas reacendeu o
temor dos mercados sobre a saúde da economia chinesa e provocou a forte
baixa das ações de companhias expostas ao país asiático. Por
causa disso, a Bolsa de Londres - onde empresas de mineração e energia
têm grande peso - teve o pior desempenho do continente, com baixa de
0,37%, aos 6.526,29 pontos. As ações da BHP Billiton cederam 1,85% e da
BP recuaram 1,16%.
As empresas relacionadas às commodities
também prejudicaram o desempenho das ações na Bolsa de Frankfurt, que
fechou em queda de 0,22%, aos 10.915,92 pontos. Os papéis do grupo
industrial ThyssenKrupp cederam 2,49%, liderando as baixas do índice
DAX. A queda dos preços do petróleo pesaram sobre as ações
da Total, que fecharam em baixa de 1,65%, uma das maiores quedas da
Bolsa de Paris (foto). O índice de referência CAC-40 terminou em queda de
0,27%, aos 4.971,25 pontos.
Apesar disso, os investidores
tiveram um alívio com a divulgação de dados do setor imobiliário dos
Estados Unidos. As construções de moradias iniciadas subiram 0,2% em
julho ante junho, para o maior nível desde outubro de 2007. Além disso, o
resultado de junho ante maio foi revisado para cima.
A
perspectiva de melhora na economia dos EUA mudou a tendência negativa
das bolsas, que passaram a operar com volatilidade. Desta forma, as
demais bolsas do continente fecharam o pregão próximo da estabilidade.

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