O dólar teve interrompido o comportamento de alta e passou a cair no exterior e em relação ao
real, após a frustração nos mercados com o dado de criação de emprego
no setor privado dos Estados Unidos. Pesquisa da consultoria ADP
mostrou que houve geração de 185 mil empregos em julho, abaixo da
previsão de 215 mil. Também a criação de vagas em junho foi revisada
para 229 mil, de 237 mil anteriormente.
Esses números elevaram as dúvidas
sobre o momento da alta de juros nos Estados Unidos. Antes da abertura da
sessão, a moeda americana já havia perdido parte da força que exibia
mais cedo no exterior, reagindo a declarações do diretor do Federal
Reserve Jerome Powell de que nada está decidido sobre alta na taxa de
juros em setembro.
Os comentários de Powell foram uma resposta a
entrevista do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart,
que tem poder de voto nas decisões deste ano. Ontem, ele disse ao Wall
Street Journal que somente uma "significante deterioração do cenário
econômico" poderia fazê-lo votar contra um aumento das taxas de juros na
reunião de setembro do Fed. Com isso, o dólar ante o real subiu ontem
pelo quarto dia, para R$ 3,460, elevando os ganhos acumulados no período
para 3,90%.
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