A Gol apresentou nesta terça-feira o pior desempenho entre as ações que formam o Índice Bovespa, caindo 6% para R$ 4,65. Foi a reação negativa dos investidores ao texto, aprovado por uma comissão técnica criada à pedido do Senado, que sugere a abertura da aviação doméstica ao capital externo, que poderia passar a ter 100% de uma companhia aérea local, ante o limite atual, que é de 20%.
A Aber (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), que representa Gol, TAM, Azul e Avianca, defende a ampliação da fatia externa no setor apenas até um limite de 49% do controle das empresas. Segundo o presidente da entidade, Eduardo Sanariz, esse percentual permitiria elevar o acesso das companhias nacionais aos mercados globais de capitais sem abrir mão de um poder decisório alinhado aos interesses do Brasil.
"Esse texto ainda será muito enriquecido no processo por mais agentes da sociedade civil, do setor", observou o dirigente. O consultor da Bain Company, André Castellini, especialista em aviação, advertiu que a abertura da aviação doméstica ao capital estrangeiro não reflete a realidade da aviação comercial nos maiores mercados. "Os Estados Unidos e a Europa exigem o controle local das companhias aéreas", afirmou ele.
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