A Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (RJ) está preocupada com o fechamento da Baía da Guanabara para a realização de regatas durante os Jogos Olímpicos de 2016, que poderá provocar prejuízos de mais de US$ 100 milhões. O cálculo é do presidente da entidade, André Seixas, lembrando que com as seis horas do evento-teste, que restringiu o acesso aos terminais por seis horas diárias, por duas semanas, o porto carioca "praticamente entrou na CTI". "Os players envolvidos nas operações portuárias não estão sendo ouvidos, nem sabem o que vai acontecer no período da competição", crítica.
A previsão é de fechamento acima de oito horas diárias nas Olimpíadas. "Até sete, oito horas de interrupção, o porto do Rio respira por aparelhos. Mais do que isso, é a morte", adverte Seixas. A situação é tão preocupante que o MPF (Ministério Público Federal) instaurou inquérito civil público para averiguar o caso. O órgão quer que seja encontrada uma alternativa para evitar mais impactos negativos nos negócios. Essa semana representantes da Associação e do Comitê Organizador dos Jogos se reúnem para discutir o problema.
Segundo Seixas, o cancelamento de escalas de navios atinge exportadores, importadores, transportadores, rebocadores e armazéns, entre outros empreendimentos. Procurada, a Antaq (Agencia Nacional de Transporte Aquaviário) foi lacônica, limitando-se a informar que cancelamentos de escalas podem acontecer por vários motivos. A agência também esclareceu que ainda não foi comunicada sobre o inquérito do MPF.

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