A draga Lelystad, da Van Oord Operações
Marítimas, retornou ao porto de Santos (SP). Agora, ela fará dois serviços.
Um é a dragagem do Canal de Piaçaguera, em Cubatão e o outro é a
manutenção das profundidades do canal do estuário. As duas frentes de
trabalho serão realizadas em etapas, com a embarcação atuando
alternadamente entre os dois canais, conforme programação da Companhia
Docas do Estado de São Paulo (Codesp), da
Usiminas e da VLI.
A Lelystad tem capacidade para armazenar 10
mil metros cúbicos de sedimentos em sua cisterna (tanque), um
comprimento de 137 metros e 26 metros de boca (largura). A capacidade da
cisterna, o baixo calado (8,2 metros), a alta velocidade e o grande
poder de sucção lhe conferem excelente produtividade e baixo custo
operacional.
A draga irá retirar os sedimentos que se depositam
no leito das duas vias de navegação – os canais de Piaçaguera e do
estuário. O objetivo é impedir que esse material acabe reduzindo o
calado operacional – a distância entre a superfície do mar (ou rio) e a
parte mais inferior de um casco na água, ou seja, a metragem vertical da
parte da embarcação que fica submersa. Quanto mais carregado (pesado)
um cargueiro, mais ele afunda e, portanto, maior é seu calado. Ao
limitar essa dimensão, também é reduzida a quantidade de cargas que
podem ser embarcadas em um navio. Como consequência, há a perda de
competitividade do complexo santista.

Nenhum comentário:
Postar um comentário