segunda-feira, 18 de maio de 2015

Manteli critica retrocesso na questão da mão de obra na nova lei portuária que completa dois anos

      “As diretrizes da nova lei são positivas, apesar da excessiva centralização da administração portuária e do retrocesso havido na questão da mão de obra. Ficará difícil estimular a competição entre portos e terminais num cenário em que a competência para alterar tarifas foi transferida à Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e restou pouco espaço à gestão local para a tomada de decisões. “A interpretação é de Wilen Manteli, diretor-presidente da ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários), ao ser questionado sobre a Lei nº 12.815/2013, que completa dois anos em junho.

       Segundo Manteli, a norma, no que se refere à mão de obra, ao invés de se estimular a multifuncionalidade no trabalho portuário, produziu-se uma maior fragmentação de funções que só contribui para fortalecer corporações sindicais, na contramão da produtividade das operações portuárias.

       “Por outro lado, a maior liberdade concedida aos terminais privados deverá efetivamente estimular novos investimentos, desde que no processo de regulamentação não haja distorções em relação aos propósitos do marco legal”, acrescentou o dirigente.

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