O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), uma das empresas mais atingidas pela crise decorrente da operação Lava-jato da Polícia Federal, espera ter o apoio do governo
para continuar construindo navios para a Petrobras, segundo o seu
presidente, Harro Ricardo Schlorke Burmann. Em discurso, ele pediu a
contribuição "do governo para a continuação das encomendas e ampliação
da carteira (de navios)". Em contrapartida, anunciou que construirá dois
navios com 100% de conteúdo nacional.
A promessa de Burmann foi
direcionada à presidente Dilma Rousseff, durante a cerimônia, no EAS, em Ipojuca (PE), do lançamento do navio André
Rebouças, o nono a ser concluído dentro do Programa de Modernização e
Expansão da Frota da Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras. Enquanto isso, desde
outubro, 1,4 mil funcionários foram demitidos do estaleio, por causa de
atrasos no pagamento de encomendas feitas por empresas e empreiteiras
contratadas pela Petrobras, sobretudo pela Sete Brasil.
Ao
funcionários do estaleiro, na plateia do evento, Burmann chamou de
"plano de sobrevivência" os "desafios que a empresa tem pela frente". Ao
todo, ao EAS, foram encomendados 22 navios, dos quais dois serão
entregues neste ano. No entanto, há dúvida se alguns dos 22 contratos
entrarão no plano de desinvestimento da Petrobras, dentro do programa de
desaceleração de projetos. Imagem: presidente Dilma Rousseff e governador Paulo Câmara (PE)

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