quinta-feira, 14 de maio de 2015

EAS promete construir dois navios com 100% de conteúdo nacional se tiver apoio do governo para seguir operando

      O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), uma das empresas mais atingidas pela crise decorrente da operação Lava-jato da Polícia Federal, espera ter o apoio do governo para continuar construindo navios para a Petrobras, segundo o seu presidente, Harro Ricardo Schlorke Burmann. Em discurso, ele pediu a contribuição "do governo para a continuação das encomendas e ampliação da carteira (de navios)". Em contrapartida, anunciou que construirá dois navios com 100% de conteúdo nacional.

      A promessa de Burmann foi direcionada à presidente Dilma Rousseff, durante a cerimônia, no EAS, em Ipojuca (PE), do lançamento do navio André Rebouças, o nono a ser concluído dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras. Enquanto isso, desde outubro, 1,4 mil funcionários foram demitidos do estaleio, por causa de atrasos no pagamento de encomendas feitas por empresas e empreiteiras contratadas pela Petrobras, sobretudo pela Sete Brasil.

       Ao funcionários do estaleiro, na plateia do evento, Burmann chamou de "plano de sobrevivência" os "desafios que a empresa tem pela frente". Ao todo, ao EAS, foram encomendados 22 navios, dos quais dois serão entregues neste ano. No entanto, há dúvida se alguns dos 22 contratos entrarão no plano de desinvestimento da Petrobras, dentro do programa de desaceleração de projetos. Imagem: presidente Dilma Rousseff e governador Paulo Câmara (PE)

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