sexta-feira, 15 de maio de 2015

Dilma garante que política de exigência de conteúdo nacional não será revista na indústria naval

      A presidente Dilma Rousseff afirmou, ontem, quinta-feira, que a política de exigência de conteúdo local não deve ser revista no seu governo. "A política de conteúdo local não é algo que pode ser afastado, a política de conteúdo local é o centro da política de recuperação da capacidade de investimento deste país", declarou, durante a cerimônia no estaleiro Atlântico Sul (EAS), no Complexo de Suape, em Ipojuca (PE), para o lançamento do navio encomendado pela Petrobras André Rebouças, e do batismo do navio Marcílio Dias, ainda em fase de construção. "A política de conteúdo local veio pra ficar, é uma opção que fizemos ainda no governo Lula", acrescentou.

       Dilma foi enfática ao dizer que, no seu governo, as políticas de conteúdo local e regime de partilha nos campos de petróleo serão mantidas. "Queremos produzir no Brasil aquilo que pode ser produzido no Brasil". Ela reconheceu que houve problemas quando a indústria naval foi retomada, mas disse que isso é normal no início da curva de aprendizado. "Que país não teve problemas quando resolveu empreender, ser pioneiro numa indústria?", argumentou. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse recentemente que o governo estuda mudanças na política de conteúdo local para o setor de petróleo - que exige que boa parte dos equipamentos usados nos blocos de exploração seja construída no País. Segundo ele, o ministério trabalha para apresentar em 30 a 60 dias uma proposta para o governo, em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

       "Ambos os modelos fazem sentido, um quando não se sabe onde tem petróleo e outro quando se sabe que ali tem petróleo", disse Dilma ao comentar sobre os modelos de concessão e de partilha. "Os dois modelos que vigem no Brasil serão mantidos. O modelo de concessões para a exploração e prospecção em áreas de alto risco, onde quem achar fica com o petróleo. E o modelo de partilha, na poligonal do petróleo, onde se sabe que tem muito petróleo, e de alta qualidade. Nesse caso, a sociedade brasileira tem de ter o direito à chamada parte do Leão", afirmou Dilma.

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