A movimentação de contêineres pelo terminal
Santa Clara, suspensa em 2009, quando a Braskem (dona da
estrutura) reformou o complexo localizado no polo petroquímico de
Triunfo (RS) para receber etanol, será reativada, se depender do desejo dos apoiadores do transporte hidroviário . O empecilho a ser superado
atualmente são os valores envolvidos com a navegação interior, que ainda
não alcançaram a competitividade do transporte rodoviário.
"A
maior dificuldade para o terminal Santa Clara, até o momento, é com
relação ao custo da barcaça (embarcação que transportará os
contêineres)", afirma o diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo
Bertinetti. As empresas Braskem, Navegação Guarita e Wilson, Sons
(controladora do Tecon) estão discutindo o aproveitamento do Santa Clara
para a atividade com contêineres e, por consequência, a movimentação
dessas cargas pela hidrovia gaúcha até o porto do Rio Grande.
"Estamos
trabalhando muito fortemente para resolver isso (a questão dos valores)
o mais rápido possível, precisamos fechar um número", destaca o
executivo. Para Bertinetti, a hidrovia é um modal estratégico e é
necessário que haja uma definição sobre o assunto. Em 2008, na última
vez em que houve o transporte de contêineres durante um ano inteiro na
hidrovia gaúcha, o Santa Clara, segundo dados da Agência Nacional de
Transportes Aquaviários (Antaq), movimentou 18.490 teus. A expectativa é que o terminal
volte a operar ainda neste ano.
O diretor executivo da Navegação
Guarita, Werner Barreiro, revela que a companhia busca uma solução para
reduzir o custo do transporte de contêineres pela hidrovia. A empresa
está adaptando uma de suas embarcações (a Guaíba, que hoje é um
navio-tanque para granéis líquidos) para aumentar a capacidade dela de
carregamento de contêineres. "Com isso, o custo operacional, de
combustível, de manutenção, de salários dos funcionários não muda e, com
mais carga, o gasto unitário fica menor", explica Barreiro. Ou seja, a
Guarita está otimizando a embarcação. (Fonte: JC)
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