segunda-feira, 4 de maio de 2015

Custo da barcaça é a maior dificuldade para viabilizar terminal Santa Clara, diz Paulo Bertinetti

      A movimentação de contêineres pelo terminal Santa Clara, suspensa em 2009, quando a Braskem (dona da estrutura) reformou o complexo localizado no polo petroquímico de Triunfo (RS) para receber etanol, será reativada, se depender do desejo dos apoiadores do transporte hidroviário . O empecilho a ser superado atualmente são os valores envolvidos com a navegação interior, que ainda não alcançaram a competitividade do transporte rodoviário.
 

      "A maior dificuldade para o terminal Santa Clara, até o momento, é com relação ao custo da barcaça (embarcação que transportará os contêineres)", afirma o diretor-presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti. As empresas Braskem, Navegação Guarita e Wilson, Sons (controladora do Tecon) estão discutindo o aproveitamento do Santa Clara para a atividade com contêineres e, por consequência, a movimentação dessas cargas pela hidrovia gaúcha até o porto do Rio Grande.

       "Estamos trabalhando muito fortemente para resolver isso (a questão dos valores) o mais rápido possível, precisamos fechar um número", destaca o executivo. Para Bertinetti, a hidrovia é um modal estratégico e é necessário que haja uma definição sobre o assunto. Em 2008, na última vez em que houve o transporte de contêineres durante um ano inteiro na hidrovia gaúcha, o Santa Clara, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), movimentou 18.490 teus. A expectativa é que o terminal volte a operar ainda neste ano.

      O diretor executivo da Navegação Guarita, Werner Barreiro, revela que a companhia busca uma solução para reduzir o custo do transporte de contêineres pela hidrovia. A empresa está adaptando uma de suas embarcações (a Guaíba, que hoje é um navio-tanque para granéis líquidos) para aumentar a capacidade dela de carregamento de contêineres. "Com isso, o custo operacional, de combustível, de manutenção, de salários dos funcionários não muda e, com mais carga, o gasto unitário fica menor", explica Barreiro. Ou seja, a Guarita está otimizando a embarcação. (Fonte: JC)

    

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