terça-feira, 3 de março de 2015

Protesto de caminhoneiros radicaliza o movimento e provoca conflito com a PRF

     O movimento dos caminhoneiros em vários estados do Brasil, principalmente no Sul, foi radicalizado ontem com o confronto com a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional de Segurança, em Camaquã, no Rio Grande do Sul. Depois de carreata pacífica contra a alta do preço do diesel, os caminhoneiros, com apoio de agricultores, bloquearam a BR-116, a rodovia que liga Porto Alegre a Zona Sul do estado. Os policiais tentaram liberar a estrada, mas foram recebidos com pedras e foguetes e reagiram atirando com balas de borracha e gás lacrimogêneo contra os manifestantes. O bloqueio mantém até agora a via obstruída. Segundo a PRF, 19 trechos de rodovias federais seguem impedidos ao tráfego de veículos. As consequências do movimento começam a ser sentidas. Cerca de 70% dos postos no RS estão sem combustível. A indústria de transformação gaúcha avaliou que até agora as perdas alcançam mais de R$ 760 milhões. A indústria de alimentos calculou que as vendas sofreram queda de R$ 152 milhões por causa dos bloqueios. A balsa que liga São José do Norte a Rio Grande também foi bloqueada ontem. Além do Rio Grande do Sul, os caminhoneiros mantém bloqueios em rodovias no Mato Grosso e em Santa Catarina. As exportações de frango foram praticamente paralisadas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, por falta de matéria-prima para a produção. Outro setor atingido foi o de lácteos, com milhares de litros de leite sendo jogados fora, já que não podem ser transportados.

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