A NTC & Logística (Associação Nacional do
Transporte de Cargas e Logística) realizou estudo que indicou que os fretes praticados por
empresas têm uma defasagem de 14,1% com relação aos custos efetivos da
atividade. Segundo a entidade, a diferença decorre, principalmente, da
inflação sobre insumos do setor, além de perdas que vêm se acumulando ao
longo dos últimos anos. “Nós recomendamos que as empresas renegociem os valores, porque, do
contrário, a atividade fica impraticável”, disse o coordenador do
Decope (Departamento de Estudos Técnicos e Econômicos) da entidade,
Neuto Gonçalves.
O estudo mostrou que entre os itens que vêm pressionando
as despesas dos transportadores estão o aumento das restrições à
circulação de veículos nos centros urbanos, barreiras fiscais,
ineficiência de terminais de embarcadores, questões trabalhistas e o
aumento significativo de exigências operacionais, comerciais e
financeiras por parte dos clientes. Somam-se a isso as precárias
condições da infraestrutura enfrentadas pelas empresas e a escassez de
mão-de-obra qualificada, que registra atualmente uma falta de 106 mil
motoristas no mercado.
O litro do óleo diesel, por exemplo, sofreu dois reajustes em menos de
quatro meses: o primeiro em novembro de 2014 e o segundo em 1º de
fevereiro de 2015. A entidade estima que, juntos, os aumentos reflitam
em aproximadamente 4% no preço do frete. A insegurança também impacta
nos custos. Para evitar roubo de cargas, as empresas têm sido obrigadas a
investir recursos pesados no uso de escoltas e planos de gerenciamento
de risco.

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