terça-feira, 3 de março de 2015

Estudo da NTC indica que fretes praticados têm defasagem de 14%

     A NTC & Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) realizou estudo que indicou que os fretes praticados por empresas têm uma defasagem de 14,1% com relação aos custos efetivos da atividade. Segundo a entidade, a diferença decorre, principalmente, da inflação sobre insumos do setor, além de perdas que vêm se acumulando ao longo dos últimos anos. “Nós recomendamos que as empresas renegociem os valores, porque, do contrário, a atividade fica impraticável”, disse o coordenador do Decope (Departamento de Estudos Técnicos e Econômicos) da entidade, Neuto Gonçalves.
     O estudo mostrou que entre os itens que vêm pressionando as despesas dos transportadores estão o aumento das restrições à circulação de veículos nos centros urbanos, barreiras fiscais, ineficiência de terminais de embarcadores, questões trabalhistas e o aumento significativo de exigências operacionais, comerciais e financeiras por parte dos clientes. Somam-se a isso as precárias condições da infraestrutura enfrentadas pelas empresas e a escassez de mão-de-obra qualificada, que registra atualmente uma falta de 106 mil motoristas no mercado.
      O litro do óleo diesel, por exemplo, sofreu dois reajustes em menos de quatro meses: o primeiro em novembro de 2014 e o segundo em 1º de fevereiro de 2015. A entidade estima que, juntos, os aumentos reflitam em aproximadamente 4% no preço do frete. A insegurança também impacta nos custos. Para evitar roubo de cargas, as empresas têm sido obrigadas a investir recursos pesados no uso de escoltas e planos de gerenciamento de risco.

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