Os desencontros no Palácio do Planalto parecem não ter fim. Depois de criticar medidas econômicas revistas pelo atual governo, o
ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reconheceu a integrantes de sua
equipe que foi "infeliz" ao usar algumas expressões em entrevista
coletiva realizada na sexta-feira (27).
"Fui coloquial demais",
disse ele a auxiliares. Neste
sábado (28), a presidente Dilma Rousseff também usou o termo para classificar a falar
do ministro. Na entrevista, Levy, afirmou que a desoneração da
folha de pagamento, que está sendo alterada pelo governo, não tem criado
nem protegido empregos. "Você aplicou um negócio que era muito
grosseiro. Essa brincadeira nos custa R$ 25 bilhões por ano, e estudos
mostram que ela não tem criado nem protegido empregos", disse. Segundo
Levy, o governo tem gasto cerca de R$ 100 mil para manter cada emprego
nesses setores, o que "não vale a pena." "É por isso que a gente está
reduzindo, pela relativa ineficiência dela. Ela não tem alcançado os
objetivos para que foi desenhada. É saber ajustar quando uma coisa não
está dando resultado. A intenção era boa, a execução foi a melhor
possível, mas temos que pegar as coisas que são menos eficiente e
reduzir," ensinou o ministro. Colegas de Esplanada dos Ministérios e do Palácio do Planalto consideraram as expressões muito duras. Há quem diga que pode estar começando a "fritura" de Levy, o que já era esperado por muitos políticos e jornalistas que cobrem o governo federal desde antes da possa do ministro.

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