domingo, 1 de março de 2015

Ministro da Fazenda admite ter sido infeliz ao criticar desoneração da folha determinada por seu antecessor

     Os desencontros no Palácio do Planalto parecem não ter fim. Depois de criticar medidas econômicas revistas pelo atual governo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reconheceu a integrantes de sua equipe que foi "infeliz" ao usar algumas expressões em entrevista coletiva realizada na sexta-feira (27).
"Fui coloquial demais", disse ele a auxiliares. Neste sábado (28), a presidente Dilma Rousseff também usou o termo para classificar a falar do ministro. Na entrevista, Levy, afirmou que a desoneração da folha de pagamento, que está sendo alterada pelo governo, não tem criado nem protegido empregos. "Você aplicou um negócio que era muito grosseiro. Essa brincadeira nos custa R$ 25 bilhões por ano, e estudos mostram que ela não tem criado nem protegido empregos", disse. Segundo Levy, o governo tem gasto cerca de R$ 100 mil para manter cada emprego nesses setores, o que "não vale a pena." "É por isso que a gente está reduzindo, pela relativa ineficiência dela. Ela não tem alcançado os objetivos para que foi desenhada. É saber ajustar quando uma coisa não está dando resultado. A intenção era boa, a execução foi a melhor possível, mas temos que pegar as coisas que são menos eficiente e reduzir," ensinou o ministro. Colegas de Esplanada dos Ministérios e do Palácio do Planalto consideraram as expressões muito duras. Há quem diga que pode estar começando a "fritura" de Levy, o que já era esperado por muitos políticos e jornalistas que cobrem o governo federal desde antes da possa do ministro.

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